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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 120

O médico perguntava enquanto observava o homem de óculos sem aro e aura gélida ao lado da cama; seu tom de voz tornou-se involuntariamente mais respeitoso.

Alícia esquivou-se discretamente da mão em sua cintura. — A frequência diminuiu bastante. O zumbido só aparece ocasionalmente, por exemplo, quando vejo pessoas que detesto ou faço coisas que detesto. Como agora.

O médico quase não ousou continuar ouvindo; a fala de Alícia tinha um alvo claro.

Quem era o alvo, ele não ousava dizer.

Ele pigarreou. — Então... ainda é necessário manter um estado de espírito alegre, o que ajuda na cicatrização.

— Obrigada, doutor. Vou me cuidar.

Assim que Alícia se levantou, a mão voltou a pousar em sua cintura, puxando-a para o lado e conduzindo-a autoritariamente para fora da sala de exames.

Na porta, Kylen soltou Alícia, que se debatia, e desceu a mão para segurar o pulso dela. — Aonde você vai?

— Para um lugar onde meus ouvidos se sintam confortáveis.

— Para o seu Julian?

Alícia ignorou o tom sarcástico do homem e retrucou: — O Diretor Lourenço não estava sem tempo até o fim do ano? O que faz passeando no hospital hoje? Não me diga que veio especificamente me procurar, porque se for, dispenso o favor. Pode voltar.

Aquela língua afiada fazia jus a uma repórter sênior do departamento de jornalismo.

Kylen a encarou, seus olhos negros pareciam cobertos por uma camada de névoa, impedindo que se visse o fundo real.

Alícia não olhou mais para ele. Virou-se para entrar no elevador, mas recuou o passo.

Ela se voltou para o homem, finalmente suavizando o tom. — Kylen, não me importa como as coisas estão entre nós, mas você poderia não afetar o meu trabalho? Só preciso de meia hora do seu tempo para uma entrevista. O que você ganha dificultando as coisas para mim?

— Quando foi que eu dificultei para você? — O tom de Kylen era extremamente indiferente.

Os olhos de Alícia brilharam levemente. — Então está bem, vamos marcar um horário. Pode ser hoje à tarde?

Kylen não perdeu o pequeno movimento dela; a mão caída ao lado do corpo segurava o celular gravando, preparada para registrar as palavras dele como prova, para que ele não pudesse negar depois.

Ao mesmo tempo, o celular de Julian tocou. Era uma mensagem de WhatsApp de Alícia: [Julian, já fui embora.]

— O que você fez com ela? — Julian baixou o celular e questionou Kylen com o rosto fechado.

Kylen não disse uma palavra, apenas tirou os óculos com uma das mãos.

Não muito longe, Enrique chegava correndo.

Vendo a tensão, Enrique correu para segurar Julian. — Você ficou maluco! A Alicinha é esposa do Kylen, você enlouqueceu?

— Não é da sua conta.

Julian parecia magro, mas era muito forte; Enrique não conseguia segurá-lo.

— Pergunte a ele, então, por que ele fere a Alícia ao mesmo tempo que não a deixa ir?

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