O rosto dele se aproximava cada vez mais, a respiração morna caindo sobre a face dela, enquanto um sorriso de escárnio curvava seus lábios. — Como eu poderia ter coragem de fazer isso?
A mão que estava sob a roupa dela subiu repentinamente!
Para interceptá-lo a tempo da entrevista, ela teve tempo de trocar o vestido, mas não as peças íntimas que usava por baixo.
Ela estava...
Kylen arrancou diretamente os dois adesivos que cobriam os seios dela, apertando-os na mão até os ossos estalarem.
— Kylen, você está louco! — Alícia sentiu uma vergonha excruciante; ele tinha a audácia de despi-la ali mesmo no carro...
Ela se lançou para tentar recuperar os adesivos, mas Kylen segurou sua cintura com uma mão e prendeu os pulsos dela com a outra, baixando a cabeça para sugar os lábios dela com ferocidade.
A divisória do carro já havia sido levantada no momento em que Alícia entrou.
Naquele instante, o banco traseiro havia se transformado em um espaço completamente isolado.
Esse fogo queimava dentro de Kylen desde que ele a vira no estacionamento do Jardim Luz.
Queimava sua calma, consumia seu autocontrole, incinerava sua razão!
Os dedos de Kylen deslizaram por baixo da saia dela; se a parte de cima estava daquele jeito, era fácil imaginar o que ela vestia — ou não vestia — embaixo.
As pontas dos dedos do homem pareciam carregar brasas, rompendo a fina tira de tecido. Alícia não tinha força para vencê-lo, nem conseguia se soltar, então, com um gemido abafado, mordeu o ombro dele.
— Seu aleijado, me solta!
O beijo úmido e quente do homem caiu sobre a orelha dela. — Mesmo aleijado, ainda consigo... foder você!
A menstruação de Alícia tinha acabado de terminar, deixando seu corpo extremamente sensível. Ao toque de Kylen, sua reação fisiológica a fez derreter como água.
O carro entrou velozmente no Jardim Sombrio.
Vinicius desceu e permaneceu em silêncio a dez metros de distância, fumando lentamente cinco cigarros.
Só então o balanço do carro cessou aos poucos.
Kylen beijou os olhos úmidos de lágrimas de Alícia. — Você não vai conseguir chamar carro hoje à noite, nem sair do Jardim Sombrio. Durma aqui.
A voz do jovem soou como uma lâmina cortando gelo, provocando um zumbido agudo nos ouvidos de Alícia.
Ela acordou num sobressalto, encarando o teto com o olhar desfocado, e levou um longo tempo até conseguir respirar fundo novamente.
Por que ela teve esse sonho?
Alícia sentou-se na cama e, ao tocar a testa, sentiu o suor frio.
Virou-se para pegar um lenço de papel, mas acidentalmente derrubou a bolsa que estava na mesa de cabeceira.
O conteúdo se espalhou pelo chão.
Eram itens de maquiagem ou canetas e papéis para anotações que ela costumava usar.
No entanto, havia um item a mais: uma caixa de madeira pequena e requintada.
Alícia se abaixou para pegá-la e abriu a tampa.
Dentro, havia um broche de safira.

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