POV/ SAKURA
— Beaumont?
— Lorenzo.
— O que está fazendo aqui?
Nathan ajeitou a camisa com uma tranquilidade irritante.
— Vim consultar alguns documentos administrativos. Christian autorizou meu acesso.
— A esta hora?
— Foi quando consegui terminar minhas outras obrigações.
Gael soltou uma risada.
— Pelo visto, você encontrou uma maneira interessante de passar o tempo.
Olhei para ele.
— Algum problema?
Seu sorriso aumentou.
— Nenhum, Sakura. Só estou surpreso.
— Então continua surpreso em silêncio.
Nathan apertou discretamente minha cintura.
Lorenzo suspirou.
— Não tenho interesse na vida pessoal de vocês. Mas esta área é restrita.
Nathan retirou o celular do bolso e mostrou a autorização.
— Está tudo regularizado.
Lorenzo examinou a tela.
— Entendi.
Gael cruzou os braços.
— E o Diego sabe?
Meu estômago afundou.
Nathan respondeu imediatamente:
— Isso não diz respeito a você.
Gael ignorou.
— Estou falando com a Sakura.
— E eu estou respondendo — Nathan repetiu.
Lorenzo ergueu a mão.
— Chega.
Gael continuava sorrindo.
— O melhor amigo do Diego pegando a irmã dele. Essa eu não esperava.
Senti o rosto esquentar.
— Vai cuidar da sua vida, Gael.
Ele riu.
— Claro.
Lorenzo voltou a olhar para Nathan.
— Tenha cuidado com os documentos que consulta.
— Sempre tenho.
— E procure resolver suas questões pessoais fora da empresa.
Nathan assentiu.
— Pode deixar.
Lorenzo chamou Gael.
Os dois começaram a se afastar.
Gael ainda olhou para trás uma última vez.
— Até mais, Sakura.
Mostrei meu sorriso mais falso.
— Vai com Deus.
Esperei até os dois desaparecerem no corredor.
Então me afastei de Nathan.
— Meu Deus!
Ele começou a rir.
— O quê?
Apontei para seus cabelos.
— Olha a sua cabeça!
Nathan passou a mão pelos cachos.
— Você praticamente me atacou.
— Eu precisava fazer parecer verdadeiro!
Ele olhou para a própria camisa.
— Percebi.
— Se a gente estivesse só dando um beijinho, eles poderiam desconfiar!
Nathan riu ainda mais.
— Você pensou em tudo.
— Claro que pensei.
Ele se aproximou.
— E gostou de bagunçar minha roupa?
Senti o rosto esquentar.
— Nathan, pelo amor de Deus!
Ele segurou minha mão.
— Estou brincando.
Olhei para o corredor.
— Você ouviu o que eles disseram?
Seu sorriso desapareceu.
— Ouvi.
— A Lacerda vai ganhar.
— Foi o que Lorenzo prometeu.
— E a Gouveia vai ficar em segundo!
— Também ouvi.
Passei as mãos pelos cabelos.
— Eles estão manipulando o concurso da Sky!
Nathan assentiu.
— Precisamos avisar Christian.
— E a Sky.
— Sim. Mas antes precisamos organizar exatamente o que ouvimos.
Respirei fundo.
— Eu queria ter gravado.
— Eu também. Mas não podemos inventar uma prova que não temos.
— Eu sei.
Olhei novamente para Nathan.
Ele estava tentando arrumar a camisa.
Comecei a rir.
— O quê? — perguntou.
— Você está parecendo que saiu de uma briga.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— De certa forma, saí.
Dei um tapa leve em seu braço.
— Idiota.
Nathan sorriu.
Depois ficou sério novamente.
— Sakura, Gael viu a gente.
Meu sorriso desapareceu.
— Eu sei.
— E perguntou pelo Diego.
Engoli em seco.
— Eu sei.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário