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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 444

POV/ SAKURA

Alguns dias depois, tive outra consulta. Meus resultados continuavam preocupantes e a conversa sobre transplante deixou de parecer uma possibilidade distante.

Precisávamos encontrar um doador compatível.

Diego começou a fazer perguntas demais aos médicos. Queria saber de testes, prazos, riscos e possibilidades. Eu fiquei sentada ouvindo enquanto ele tentava controlar alguma coisa que nenhum de nós conseguia controlar.

Na saída, ele recebeu uma ligação de Rocco e precisou resolver um problema do trabalho.

Pela primeira vez, não reclamei.

— Vai — falei. — Eu fico bem.

— Tem certeza?

— Diego, você não pode abandonar seu emprego toda vez que eu faço exame.

— Rocco não vai me demitir.

— Eu sei. Mas também não quero que ele comece a cobrar aluguel por você morar dentro da empresa.

Meu irmão riu.

— Engraçadinha.

— Vai trabalhar.

Diego me deixou em casa.

Esperei aproximadamente uma hora.

Depois fui até Nathan.

Eu sabia que meu irmão ficaria furioso se descobrisse, mas estava cansada de pedir autorização para falar com alguém que também fazia parte da minha vida.

Nathan demorou para abrir a porta.

Quando abriu, quase não reconheci o homem diante de mim.

Os cachos estavam desarrumados, havia barba crescendo no rosto e os olhos verdes pareciam cansados. Nathan tinha emagrecido. A camiseta estava amassada e ele me encarou como se precisasse de alguns segundos para entender por que eu estava ali.

— Sakura?

— Oi.

— O que você tá fazendo aqui?

— Vim ver você.

Nathan olhou para a rua e depois voltou a atenção para mim.

— O Diego sabe que você veio?

Meu peito apertou.

Até ali.

Até naquele momento.

Diego.

— Não.

— Sakura...

— Não começa.

— Sua imunidade...

— Eu sei como tá minha imunidade.

Nathan passou a mão pelo rosto.

— Você não devia ter vindo.

Aquela frase doeu mais do que deveria.

— Eu mandei mensagem.

— Eu vi.

— Você não respondeu.

— Eu não tô respondendo ninguém direito.

— Você responde o Diego.

Nathan ficou quieto.

Arrependi-me assim que falei.

Não era hora para aquilo.

— Desculpa — murmurei. — Foi idiota.

Ele abriu mais a porta.

— Entra.

Passei por ele.

A casa parecia diferente. Havia copos sobre a mesa, caixas fechadas perto da parede e documentos espalhados pelo sofá. O lugar não estava exatamente sujo, mas tinha aquela aparência de casa onde ninguém estava prestando atenção em nada além do necessário.

Nathan fechou a porta.

— Quer água?

— Não.

Ele assentiu.

Ficamos parados sem saber o que fazer.

Era absurdo.

Nathan tinha me visto doente, careca, vomitando e chorando. Tinha me ensinado a beijar e conhecido meu corpo de uma forma que ninguém conhecia.

Agora eu não sabia nem se podia abraçá-lo.

— Eu sinto muito — falei.

Nathan abaixou os olhos.

— Eu sei.

— Não sabia o que escrever.

— Não precisava escrever nada.

— Eu queria estar aqui.

Ele respirou fundo.

— Eu sei.

— Então por que você sumiu?

Nathan ergueu o rosto.

— Sakura...

— Eu sei que não é sobre mim. Sei mesmo. Mas você desapareceu.

— Eu perdi meus pais.

— Eu sei!

Minha voz saiu mais alta do que pretendia.

CAP. 471 - Talvez eu tivesse entendido tudo errado. 1

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