POV/ SAKURA
— Tá tudo bem? — ele perguntou sussurrando junto à minha orelha.
— Eu não sei — respondi com a voz fraca.
— Não sabe?
— Não. Meu corpo tá... sei lá.
Ele soltou um riso abafado. Minhas pernas se contorceram de um jeito novo, e o ar sumiu dos meus pulmões.
— Nathan...
— Tô aqui, Sakura. Tô com você.
A onda subiu de uma vez só, forte demais, tirando de mim qualquer capacidade de pensar em mais nada. Meu corpo estremeceu inteiro, as pernas perderam a força e eu fiquei ali por alguns segundos, flutuando no meio do nada, tentando entender o que tinha acabado de acontecer.
— Meu Deus do céu — sussurrei.
Nathan riu baixinho contra o meu peito.
— Tudo bem?
— Acho que eu morri e esqueceram de me avisar.
O sorriso dele sumiu num segundo.
— Não brinca com uma coisa dessas.
— Não desse jeito! — falei depressa, abrindo os olhos. — Quis dizer... meu Deus, Nathan. É surreal.
Fechei os olhos de novo, sem conseguir conter o sorriso bobo que abriu no meu rosto. Eu estava quente, tremendo e absurdamente feliz.
— Acho que tô voando.
— Você continua deitada aqui na cama, Sakura.
— Nossa, estraga-prazeres profissional.
— Só tô constatando fatos.
Dei um tapinha fraco no braço dele. Nathan segurou minha mão, levou até os lábios e beijou meus dedos um por um. Aquilo quase parou o meu coração de novo.
Eu queria guardar cada detalhe daquela noite. O beijo desastrado, os dentes batendo, a risada, a paciência infinita dele, o jeito como meu corpo tinha respondido. Se viver significava sentir aquilo, eu queria viver com todas as forças do mundo.
Ficamos deitados por um bom tempo depois que tudo sossegou. Eu estava com a cabeça apoiada no peito dele, ouvindo o som firme do seu coração, enquanto os dedos dele faziam um carinho suave no meu cabelo que começava a crescer.
Ninguém falou sobre o "eu te amo" que eu tinha soltado minutos antes. Nathan também não disse nada. Eu estava feliz demais para cobrar qualquer coisa.
Até que ele respirou fundo, o corpo ficando ligeiramente mais tenso embaixo de mim.
— Sakura.
— Hum?
— Isso... isso não pode acontecer de novo.
O meu sorriso murchou na mesma hora. Levantei a cabeça, olhando para o rosto dele no escuro.
— O quê?
Nathan evitou encarar meus olhos por um segundo.
— O que aconteceu aqui hoje.
Demorei a processar a frase.
— Por quê?
— Porque o Diego é meu melhor amigo.
Meu peito deu um gelo súbito.
— De novo essa história com o Diego?
— Ele confia em mim, Sakura.
— Eu também confiei em você! Mais do que em qualquer outra pessoa!
Nathan se endireitou na cama, sentando-se e puxando o lençol para cobrir a cintura.
— Se ele descobrir...
— Descobrir o quê? Que eu sou adulta e fiz o que eu quis? Você perguntou cinquenta vezes se eu tinha certeza!
— Não é sobre você. É sobre lealdade. O Diego saiu hoje e me pediu para cuidar de você.
— E você cuidou!
— Sakura, porra...
— O que foi? Eu sou maior de idade, Nathan! Eu quis!
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário