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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 446

POV/ SAKURA

O médico respondeu sem transformar aquilo em garantia. Explicou que ainda precisavam confirmar informações, realizar exames e seguir os protocolos necessários.

Diego fez tantas perguntas que, em determinado momento, precisei interrompê-lo:

— Deixa o homem respirar.

Meu irmão nem olhou para mim.

— Eu quero saber tudo.

— Eu percebi.

O médico continuou explicando.

Eu tentei acompanhar, mas minha cabeça tinha parado em uma frase.

Tinham encontrado alguém.

Em algum lugar, existia uma pessoa compatível comigo.

Quando ficamos sozinhos, Diego continuou olhando para a porta por alguns segundos.

— Você ouviu? — perguntei.

Ele virou o rosto.

— Ouvi.

— Encontraram alguém.

Diego tirou os óculos.

Eu conhecia aquele gesto.

— Não começa a chorar.

— Eu não vou chorar.

— Tá com cara de que vai.

— Cala a boca.

Sorri.

Meu irmão levantou da cadeira e veio até a cama. Quando me abraçou, percebi que estava tremendo.

Abracei-o de volta.

— Vai dar certo — ele murmurou contra meu cabelo.

Dessa vez, não reclamei.

— Vai.

Diego ficou comigo até o início da noite.

Rocco ligou duas vezes. Na segunda, ouvi meu irmão dizer que não voltaria para a empresa naquele dia. Não consegui escutar a resposta, mas Diego encerrou a ligação sem discutir.

— Ele vai te matar? — perguntei.

— Quem?

— Rocco.

— Não.

— Vai descontar do salário?

Diego me olhou como se eu tivesse falado uma idiotice.

— Ele mandou eu ficar aqui.

— Nossa. Segunda demonstração de humanidade no mesmo ano.

— Eu falei que acontecia.

Sorri.

Depois pensei em Nathan.

Tentei não pensar.

Não consegui.

— Você contou pra ele?

Diego franziu a testa.

— Pro Nathan?

— É.

— Ainda não.

Meu coração se apertou por uma razão que eu não queria analisar.

— Ah.

Diego observou meu rosto.

— Quer que eu conte?

— Tanto faz.

— Sakura.

— O quê?

— Você quer que eu conte ou não?

Olhei para o lençol.

— Pode contar.

Ele assentiu.

Não perguntei se Nathan viria.

Passei o restante da noite esperando mesmo assim.

Nathan não apareceu.

No dia seguinte também não.

Nem no outro.

Ele mandou mensagem.

Diego contou do doador. Fiquei feliz por você.

Li umas dez vezes.

Era uma mensagem gentil.

Também parecia ter sido escrita por alguém que não sabia mais como conversar comigo.

Respondi apenas:

Obrigada.

Coloquei o celular de lado.

Naquela tarde, fizeram mais exames. Nos dias seguintes vieram outras conversas, avaliações e explicações. A possibilidade começou a se transformar em algo concreto.

Eu tinha medo.

Não daquele medo distante que me acompanhava desde os treze anos. Era diferente quando existia uma data, um procedimento e uma chance real de que tudo desse certo ou desse muito errado.

Diego continuava ao meu lado.

Nathan continuava distante.

Rocco ocupava o pouco tempo que meu irmão ainda tinha fora do hospital, embora Diego reclamasse menos do que antes. Algumas vezes, Rocco aparecia pessoalmente. Não ficava muito tempo e não sabia conversar com doente sem parecer desconfortável, mas sempre trazia alguma coisa.

Na primeira vez, apareceu com uma sacola enorme.

— O que é isso? — perguntei.

Rocco colocou sobre a cadeira.

— Comida.

Diego abriu a sacola.

— Tem comida pra vinte pessoas aqui.

— Então come.

Olhei para Rocco.

Eu já entendia por que ele e Diego eram amigos.

Os dois eram péssimos em demonstrar preocupação sem transformar aquilo em ordem.

— Você sabe que hospital tem comida, né?

Rocco olhou para a bandeja intocada sobre a mesa.

— Isso aí não é comida.

— Finalmente alguém sensato.

Diego bufou.

Rocco se aproximou da cama, colocou as mãos nos bolsos e me observou por alguns segundos.

— Vai ficar tudo bem.

Arqueei uma sobrancelha.

— Você também virou médico?

— Não.

— Então não promete.

Ele assentiu.

CAP. 473 - UMA NOVA CHANCE 1

CAP. 473 - UMA NOVA CHANCE 2

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