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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 537

POV / CHRISTIAN

POV / CHRISTIAN

Moon recuou mais um passo, ajeitou a bolsa no ombro e se virou, caminhando rapidamente em direção às portas de vidro da recepção.

— Moon, espera!

Fui atrás dela, desviando das pessoas que circulavam pelo hospital. Alcancei minha noiva antes que chegasse à saída e segurei seu braço.

— Ratinha, por favor, me escuta!

Ela se virou bruscamente e tentou se soltar.

— Não encosta em mim, Christian! Me solta!

Soltei seu braço imediatamente.

Moon se afastou, com os olhos cheios de lágrimas e o rosto vermelho de indignação.

— Ratinha...

— Não me chama assim!

Sua voz falhou. Ela enxugou o rosto, mas as lágrimas continuaram escorrendo.

— Eu fiquei aqui ouvindo sua avó me humilhar, Christian! Fiquei esperando você falar alguma coisa, e você não fez nada!

— Moon, eu não concordo com o que ela disse.

— Mas ficou calado!

Ela soltou uma risada nervosa, balançando a cabeça.

— Meu Deus, como eu fui idiota!

— Não fala isso.

— Eu achei que você fosse me defender!

A decepção em seu rosto me atingiu. Eu deveria ter interrompido minha avó desde o primeiro comentário sobre a família Bittencourt.

— Eu devia ter interrompido aquela conversa antes. Me desculpa.

— Eu não quero suas desculpas!

Moon enxugou o rosto novamente e voltou a caminhar em direção à saída.

— Quer saber? Chega. Eu vou embora!

— Moon!

Tentei acompanhá-la, mas minha avó segurou meu braço antes que eu alcançasse as portas.

— Christian, deixe essa menina ir.

Virei-me para Helena.

— Vó, chega!

Helena soltou meu braço, surpresa com meu tom.

— Você vai mesmo correr atrás dela depois de tudo o que aconteceu?

— Vou! Ela é minha noiva, e a senhora não tinha o direito de tratá-la daquele jeito!

— Christian, você não entende o que essa família...

— Não quero discutir isso agora!

Minha avó apertou os lábios e me lançou um olhar de reprovação.

— Está falando assim comigo por causa daquela menina?

Olhei rapidamente para a entrada. Moon já havia atravessado as portas de vidro e desaparecido na área externa.

— Estou falando assim porque a senhora humilhou a mulher com quem eu vou me casar. E, querendo ou não, ela vai fazer parte desta família.

— Mas, Christian...

— Mas nada, vó! Quem decide com quem eu vou me casar sou eu. A senhora não precisa gostar da Moon, mas vai respeitá-la.

Helena ficou me encarando.

— Seu avô jamais vai aceitar isso.

— Então ele vai ter que aprender a aceitar também.

— Você não sabe o que está dizendo.

— Sei muito bem. Agora vá para casa. Seu motorista está esperando, e depois a gente conversa.

— E vai me deixar aqui?

— A senhora não está sozinha, vó. O motorista vai levá-la. Eu preciso ir atrás da minha noiva.

Não esperei outra resposta.

Atravessei a recepção e saí pelas portas automáticas do hospital.

Moon já estava na calçada, caminhando depressa em direção à rua. O estacionamento ficava do outro lado da área de acesso, mas ela sequer olhou na direção do meu carro. Continuou andando, com a bolsa pendurada no ombro e uma das mãos no rosto.

— Moon!

Ela não parou.

Desci os poucos degraus da entrada e apressei o passo, alcançando-a antes que chegasse ao meio-fio.

— Princesa, espera!

Toquei seu braço, e Moon se virou bruscamente.

— ME SOLTA!

Abri a mão no mesmo instante.

— Amor, por favor, me escuta.

— Eu mandei não encostar em mim!

Ela recuou, chorando de raiva. Sua respiração estava acelerada, e as mãos tremiam enquanto tentava ajeitar a alça da bolsa.

— Eu quero ir embora, Christian!

— Eu te levo.

— Não quero entrar no seu carro! Não quero olhar para a sua cara agora!

Meu peito apertou.

— Moon...

— Você tem vergonha de mim?

Fiquei imóvel.

— O quê?

— Responde!

Ela apontou para a entrada do hospital.

— Sua avó me olhou como se eu fosse uma criminosa! Falou da minha família com nojo, e você ficou parado! Por quê? Você também acha que eu não sou boa o suficiente para ser uma Blackwood?

— Nunca! Eu nunca pensei isso!

— Então por que me escondeu?

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