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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 505

POV/ SAKURA

Terminei de organizar os relatórios, salvei a planilha de conferência e devolvi os documentos a Diego. Ele agradeceu novamente e perguntou se eu poderia voltar outro dia, porque provavelmente continuaria precisando de ajuda enquanto Rocco estivesse internado.

Prometi pensar no assunto.

Quando me despedi, Nathan estava próximo à porta, examinando o celular. Ele ergueu o rosto assim que me aproximei e guardou o aparelho no bolso.

— Já vai embora?

— Vou.

— Conseguiu terminar o que tinha para fazer?

A maneira como ele pronunciou a última palavra me fez estreitar os olhos.

— Consegui.

Nathan assentiu lentamente, mas seu sorriso deixou claro que havia alguma coisa errada.

Ignorei a provocação e segui para os elevadores.

As portas estavam quase se fechando quando uma mão apareceu entre elas. Nathan entrou logo em seguida, ajeitando a pasta debaixo do braço.

Fiquei olhando para ele.

— Você não tinha uma reunião?

— Terminei.

— Que conveniente.

— Também achei.

As portas se fecharam, e o elevador começou a descer.

Nathan esperou alguns segundos antes de virar o rosto para mim.

— E o trabalho?

Olhei para o painel.

— Que trabalho?

— Da faculdade, Sakura.

— Ah, aquele.

— Aquele.

Apertei a alça da bolsa, tentando esconder o sorriso.

— Um trabalho muito importante.

— Sobre a história da Blackwood?

— Exatamente.

— Para qual disciplina?

Virei o rosto para ele.

— Você andou ouvindo a conversa entre eu e meu irmão?

— Ouvi parte da conversa.

— Que falta de educação.

Nathan soltou uma risada e apoiou o ombro na parede do elevador.

— Que disciplina?

Suspirei.

— Uma que eu acabei de inventar.

Ele fechou os olhos por um instante, como se estivesse pedindo paciência a alguma entidade superior.

— Sakura...

— Antes de começar, eu quero deixar claro que realmente ajudei o Diego. Passei a manhã inteira conferindo relatórios e corrigindo planilhas.

— Eu sei.

— Então não precisa fazer essa cara.

— Que cara?

— Essa de quem está pensando em me colocar de castigo.

Nathan passou a mão pelos cachos loiros e me examinou com uma seriedade que fez meu sorriso desaparecer.

— Eu mandei você ficar quieta ontem à noite.

A lembrança de sua mão segurando a minha na suíte do Ambrosia fez meu rosto esquentar. Desviei os olhos para o painel, incomodada com a facilidade com que ele conseguia misturar preocupação e lembranças que não tinham absolutamente nada a ver com a investigação.

— Eu tentei.

— Tentou?

— Eu estava trabalhando, Nathan! Não tenho culpa se os números começaram a ficar estranhos.

Ele soltou o ar devagar.

— Sakura, nós conversamos sobre isso.

— Eu sei. Você disse para eu não me envolver, não me expor e deixar Christian e Diego resolverem tudo. Lembro perfeitamente.

— E resolveu fazer exatamente o contrário.

— Eu ofereci ajuda ao meu irmão. Ele aceitou. Enquanto conferia os relatórios, encontrei algumas coisas que não fazem sentido.

Nathan ficou sério.

— Que coisas?

Hesitei por um instante antes de pegar o celular.

— Primeiro, descobri quem denunciou a Sky por plágio.

Mostrei a fotografia que havia tirado da referência administrativa.

— Gael Lacerda.

Nathan se aproximou para enxergar melhor. O perfume dele chegou até mim, e precisei me concentrar no documento para não lembrar de como aquele mesmo cheiro tinha ficado na minha pele na noite anterior.

— Tem certeza? — perguntou.

— Encontrei o resultado de uma apuração interna. O registro eletrônico utilizado para enviar a denúncia foi associado ao Gael.

Ele franziu a testa.

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