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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 506

POV/ SAKURA

Nathan ficou em silêncio.

Aproveitei para explicar que Sky havia me contado sobre o processo antigo envolvendo a inteligência artificial criada por Otávio e a Blackwood. Ele ouviu com atenção, mas não pareceu encontrar uma relação imediata entre aquele conflito e os contratos que eu havia fotografado.

— Pode ser apenas uma disputa antiga entre as famílias — comentou.

— Pode. Mas não explica por que Christian acha que Lorenzo faria algum mal às meninas agora.

Ele passou a mão pelo rosto, cansado.

— Não explica — admitiu.

A resposta me surpreendeu.

Nathan raramente concordava comigo tão facilmente, principalmente quando eu estava tentando convencê-lo a participar de alguma coisa que considerava arriscada.

Aproximei-me um pouco.

— Eu não quero atrapalhar seu trabalho. Sei que você está sobrecarregado. Mas preciso de alguém que conheça os projetos e consiga entender essas referências. Eu posso analisar os números, só que não sei o que aconteceu em cada contrato.

Ele me encarou por alguns segundos.

— E se eu disser que não?

— Vou continuar sozinha.

— Isso não é uma opção.

— Posso pedir ajuda a outra pessoa.

Nathan arqueou uma sobrancelha.

— Outra pessoa?

— Um colega da faculdade, talvez. Alguém que entenda de engenharia.

Ele soltou uma risada sem humor.

— Você está tentando me provocar?

— Estou apresentando alternativas.

— E vai fazer isso toda vez que eu discordar de você?

— Depende. Está funcionando?

Nathan inclinou o corpo para a frente.

— Sakura, eu estou falando sério.

— Eu também.

Sustentei seu olhar, embora meu coração estivesse acelerado. Não queria transformar aquela conversa em outra discussão sobre o que existia entre nós. Já tínhamos assuntos demais para resolver, e eu não pretendia desperdiçar a oportunidade de conseguir sua ajuda.

— Você é importante para mim, Nathan — acrescentei. — Mas não pode decidir tudo por mim. Se acha que estou correndo algum risco, então me ajuda a fazer isso direito.

A expressão dele suavizou.

Por um instante, pareceu prestes a dizer alguma coisa. Seus olhos desceram até minha boca, e senti um arrepio percorrer meus braços. A lembrança do Ambrosia voltou com uma intensidade inconveniente, fazendo meu ventre se contrair.

Nathan desviou o olhar primeiro.

— Você é impossível.

— Já ouvi isso antes.

— E teimosa.

— Também.

— E completamente incapaz de seguir uma orientação simples.

Sorri.

— Vai continuar listando minhas qualidades ou vai me ajudar?

Ele soltou o ar devagar, derrotado.

— Vou ajudar.

Meu sorriso aumentou imediatamente.

— Sabia que você era um homem inteligente.

— Não começa.

— Posso te chamar de meu herói?

— Sakura.

— Irmãozão?

Nathan virou o rosto tão depressa que quase comecei a rir antes mesmo de ouvir a resposta.

— Porra, a última coisa que eu quero ser é seu irmão.

Mordi o lábio para conter a gargalhada.

A resposta trouxe de volta outra lembrança da noite anterior. Nathan confessando que era apaixonado por mim, mas preocupado com a reação de Diego.

Por um instante, senti vontade de perguntar se ele continuava pensando naquilo.

Não perguntei.

— Então me ajuda sem reclamar.

Ele balançou a cabeça, mas havia um sorriso discreto em seu rosto.

Nathan explicou que precisava conversar com Christian antes de qualquer coisa. O acesso ao arquivo histórico não era responsabilidade dele, e não pretendia entrar em uma área reservada sem autorização.

— Vamos ao hospital — decidiu. — Christian deve estar lá.

Meu sorriso desapareceu.

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