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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 470

NOTA DE AUTORA 📝✨

Gente, um AVISO RÁPIDO sobre a postagem de hoje! 😱📱

A plataforma acabou atualizando bem na hora em que eu estava postando, e três capítulos saíram duplicados por falha do sistema! 😩 Para compensar vocês e pedir desculpas pelo transtorno, este capítulo está GIGANTE para vocês aproveitarem bastante! 📚🔥 (Fiquem tranquilos que os erros de duplicidade já serão corrigidos pela plataforma em breve).

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POV/ CHRISTIAN

Esperei Sky sair da UTI antes de entrar.

A enfermeira empurrava a cadeira de rodas pelo corredor, e Ravi seguia ao lado dela. Sky ainda estava com os olhos vermelhos e o rosto molhado. Não perguntei como tinha sido. Eu sabia o que ela tinha levado para aquele quarto e sabia que Rocco continuava sedado, incapaz de responder.

— Esperem por mim lá fora. Já vou — pedi.

Ravi assentiu. Sky apenas me olhou por alguns segundos antes de seguir com a enfermeira.

Entrei na UTI sozinho.

Rocco continuava exatamente como eu o tinha deixado. Deitado, intubado, cercado por aparelhos e com curativos cobrindo parte dos braços, do ombro e do pescoço. A melhora existia nos números e nas explicações dos médicos, mas olhar para ele daquele jeito ainda tornava difícil acreditar que estávamos avançando.

Puxei a cadeira para perto da cama e sentei.

— Você já dormiu o suficiente.

Nenhuma resposta.

— Está começando a ficar feio. Todo mundo trabalhando e você aí, deitado.

Passei as duas mãos pelo rosto e apoiei os cotovelos nas pernas.

Eu estava exausto.

Nos últimos dias, tinha dormido pouco, comido quando lembrava e dividido meu tempo entre hospital, família, empresa, Moon, Sky e tudo que Rocco tinha deixado para trás quando resolveu entrar novamente naquele incêndio.

Agora havia mais.

Muito mais.

— Preciso que você acorde, primo.

Olhei para ele.

— Eu não consigo cuidar de tudo sozinho.

Dessa vez, não havia brincadeira.

Otávio estava vivo.

Só essa informação já seria suficiente para virar a vida das irmãs Bittencourt de cabeça para baixo quando chegasse a hora de contar. O problema era que eu ainda nem tinha conseguido ir vê-lo.

Não porque não quisesse.

Porque não podia correr o risco.

Meu pai estava no Brasil. Meu avô também. Minha avó, Ravi, toda aquela movimentação da família tinha acontecido ao mesmo tempo, e eu não fazia ideia de quem estava prestando atenção em mim. Se alguém resolvesse acompanhar meus passos e eu fosse diretamente até o lugar onde Otávio estava escondido, todo o esforço para mantê-lo vivo e fora do alcance de quem pudesse representar uma ameaça acabaria ali.

Telefone também estava fora de questão.

Eu não sabia quem estava ouvindo, quem tinha acesso a quê ou até onde aquela história chegava.

E, depois da conversa que tinha acabado de ter com Sky, minhas dúvidas só tinham aumentado.

Eu precisava pesquisar. Precisava rever informações antigas, entender melhor o que tinha acontecido com Otávio, descobrir o que existia por trás daquela história e, principalmente, saber até onde aquilo chegava dentro da minha própria família.

Mas também precisava proteger Sky.

Precisava proteger Moon.

Precisava acompanhar Rocco.

Precisava manter a empresa funcionando.

E não podia simplesmente colocar meu pai e meu avô contra uma parede e começar a fazer perguntas sem saber exatamente o que estava procurando.

Passei a mão pela nuca.

— Então larga de ser preguiçoso e acorda.

Olhei novamente para Rocco.

— Eu cuido dela enquanto você não pode. Da Sky e do bebê. Não vou deixar ninguém fazer nada com eles. Mas você precisa voltar logo, porque eu não vou carregar essa bomba sozinho.

Fiquei mais alguns segundos ao lado dele antes de me levantar.

Ajeitei a cadeira no lugar e toquei rapidamente o braço de Rocco onde não havia curativo.

— E você ainda vai ter que me explicar como conseguiu engravidar a mulher no meio dessa confusão toda.

Saí antes que a falta de resposta começasse a pesar outra vez.

*****

Ravi e Sky estavam me esperando.

A alta já tinha sido liberada, os medicamentos estavam separados e as orientações médicas tinham sido entregues. Peguei a bolsa de Sky, ajudei-a a entrar no carro e esperei até que estivesse acomodada antes de fechar a porta.

Ravi entrou logo depois.

No caminho, Sky falou pouco. Encostou a cabeça no banco e ficou olhando pela janela enquanto Ravi mexia no celular. Eu também não forcei conversa. Ela tinha saído de três dias de internação, enterrado o pai que acreditava estar morto, descoberto uma gravidez e acabado de visitar o homem que amava sedado numa UTI.

Silêncio era provavelmente a coisa mais gentil que eu podia oferecer naquele momento.

Primeiro deixei Ravi no meu apartamento.

— Fica por lá — falei quando ele abriu a porta. — E tenta não destruir nada.

— Você fala como se eu tivesse cinco anos.

— Com cinco anos você provavelmente dava menos trabalho.

Ele mostrou o dedo do meio antes de sair.

— Muito maduro.

Ravi bateu a porta.

Ouvi uma risada baixa atrás de mim.

Olhei pelo retrovisor e encontrei Sky sorrindo.

— Agora entendi algumas coisas.

— Não quero saber.

— Vocês são parecidos.

— Retiro tudo de bom que já fiz por você.

Ela riu novamente, mas o cansaço apareceu rápido. Sky encostou a cabeça no banco e fechou os olhos por alguns segundos.

Segui dirigindo.

Quando chegamos ao destino combinado, ajudei-a a sair do carro e levei a bolsa. Não demorou muito para a enfermeira que eu tinha contratado chegar.

Expliquei rapidamente o que precisava: Sky ainda estava debilitada, deveria seguir as recomendações médicas, tomar a medicação nos horários corretos e não ficar sozinha naquele primeiro período depois da alta. A profissional já tinha recebido as informações necessárias e assumiu a rotina sem dificuldade.

Sky me observava com os braços cruzados.

— Terminou?

— Não.

— Claro que não.

— Você vai descansar.

— Christian...

— Vai tomar os remédios nos horários certos, vai comer e, se sentir qualquer coisa diferente, ela me liga.

Sky apontou para a enfermeira.

— Ela trabalha para mim ou para você?

— Neste momento, para o seu bom senso. Como ele parece estar de férias, alguém precisa substituí-lo.

Ela revirou os olhos.

— Você está ficando parecido demais com seu primo.

— Conviver com Bittencourt deve causar isso.

A expressão dela mudou por um instante ao ouvir o sobrenome. Não precisei perguntar por quê.

Aproximei-me e toquei seu ombro.

— Eu vou ficar de olho em você.

— Eu sei.

— E, se precisar de qualquer coisa, me liga.

Sky assentiu.

Esperei até ter certeza de que ela estava acomodada e de que a enfermeira tinha tudo de que precisava antes de sair.

Eu já estava atrasado para a Blackwood.

***

Quando cheguei à empresa, a movimentação indicava que eu tinha perdido quase tudo.

Ótimo.

Era uma preocupação a menos.

Atravessei o saguão e segui para o espaço onde a apresentação tinha acontecido. Algumas pessoas já estavam saindo, outras permaneciam em pequenos grupos conversando. Funcionários recolhiam materiais enquanto membros das equipes ainda circulavam pelo ambiente.

Eu conhecia aquele tipo de evento.

Sorrisos, apertos de mão, conversas calculadas e gente fingindo que uma decisão empresarial era muito mais simples do que realmente era.

Naquele dia, porém, havia uma coisa me incomodando.

Pressa.

Eu vinha percebendo aquilo havia algum tempo, mas nas últimas semanas tinha ficado mais evidente. Negociações, parcerias, movimentações e uma necessidade quase constante de fortalecer a posição da Blackwood.

Eu entendia crescimento.

Entendia estratégia.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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