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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 469

POV/ SKY

Ravi puxou a cadeira um pouco mais para perto, e a conversa ficou mais fácil depois disso. Ele me contou sobre a escola, reclamou das provas, de alguns professores e da mania de Rocco de transformar qualquer conversa sobre o futuro dele em algo parecido com uma reunião de planejamento. Pelo jeito como revirava os olhos enquanto falava, aquela parecia ser uma reclamação antiga.

Acabei rindo.

Ravi aproveitou para contar algumas histórias do irmão, coisas pequenas e engraçadas que me mostraram uma versão de Rocco que eu ainda conhecia pouco. O irmão mais velho controlador, implicante e incapaz de dar uma sugestão sem parecer que estava distribuindo ordens.

Quanto mais Ravi falava, mais eu reconhecia o homem por quem tinha me apaixonado.

Em determinado momento, uma lágrima escapou enquanto eu ainda sorria, e limpei o rosto com os dedos. Não era exatamente tristeza, mas também não conseguia chamar aquilo de felicidade. Eu queria Rocco acordado para ouvir o irmão falando mal dele na minha frente. Queria vê-lo franzir a testa, interromper Ravi e transformar a conversa em uma discussão idiota que provavelmente terminaria com o garoto mandando-o parar de agir como CEO dentro da própria família.

Fazia falta até quando era insuportável.

Por alguns minutos, consegui conversar com Ravi sem pensar no incêndio, no enterro ou em tudo que tinha acabado de descobrir sobre meu pai.

A porta se abriu novamente, e Christian entrou.

Bastou olhar para ele para meu corpo ficar tenso.

— Conseguiu?

— Consegui.

Segurei o cobertor com mais força.

— Agora?

— Agora. Antes que alguém resolva mudar de ideia.

O alívio veio acompanhado de uma ansiedade tão forte que meu estômago se contraiu. Ravi se levantou da cadeira e abriu espaço ao lado da cama.

— Vai.

Assenti.

A enfermeira apareceu pouco depois empurrando uma cadeira de rodas. Christian afastou a cadeira que Ravi tinha usado e permaneceu ao meu lado enquanto ela abaixava a grade da cama. Precisei de ajuda para me levantar porque minhas pernas ainda estavam fracas depois daqueles dias praticamente sem sair da cama.

Christian segurou meu braço enquanto eu me acomodava. Esperei a enfermeira ajeitar a camisola e colocar o cobertor sobre minhas pernas antes de olhar para Ravi.

— Gostei de finalmente conhecer você.

Ele sorriu.

— Eu também.

Christian assumiu a cadeira de rodas e começou a me empurrar pelo corredor.

A conversa com Ravi ainda ocupou meus pensamentos nos primeiros metros, mas foi desaparecendo à medida que nos aproximávamos da UTI. Apertei os dedos sobre o cobertor. Minha boca secou quando reconheci o corredor e, mesmo sabendo exatamente o que encontraria atrás daquela porta, senti o estômago embrulhar.

Eu já tinha visto Rocco daquela maneira três dias antes. Sabia dos aparelhos, do respirador e dos curativos. Tinha recebido notícias dele todos os dias.

Nada disso tornou mais fácil vê-lo novamente.

Quando atravessamos a porta da UTI, meus olhos arderam imediatamente.

Rocco continuava sedado e intubado. O tubo permanecia preso à boca e ligado ao respirador. Os curativos cobriam parte dos braços, o ombro e a região próxima ao pescoço, enquanto os fios desapareciam por baixo do lençol e seguiam até os aparelhos ao redor da cama. O peito dele subia e descia de acordo com a ventilação, num ritmo constante que eu já conhecia e continuava odiando.

Engoli várias vezes, mas não consegui aliviar a pressão na garganta.

Christian falou alguma coisa com a enfermeira atrás de mim. Ouvi as vozes dos dois, o ruído dos aparelhos e passos no corredor, mas não consegui prestar atenção em nada.

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