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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 457

POV/ SAKURA

Moon não falava desde que tínhamos deixado o túmulo. Os olhos estavam vermelhos, o rosto inchado e, de vez em quando, ela apertava minha mão como se precisasse confirmar que eu continuava ali.

Alex passou o braço pelos ombros dela.

Moon virou o rosto e o abraçou.

— Eu sinto muito — ele murmurou.

Ela apertou os braços ao redor dele e começou a chorar outra vez.

— Eu preciso ver a Sky.

Christian se aproximou imediatamente.

— A gente vai pro hospital agora.

Moon se afastou de Alex e limpou o rosto.

— Ela não devia estar sozinha.

— Ela não tá — falei. — Mas vamos pra lá.

— Eu devia ter ficado com ela.

— E deixar seu pai ser enterrado sem nenhuma das duas? — Alex perguntou com cuidado. — Você fez o que precisava fazer. Agora a gente vai ficar com a Sky.

Moon assentiu.

Christian segurou a mão dela.

— Depois vocês vão comigo pro meu apartamento.

Ela soltou o ar e passou a mão pelo rosto.

— Eu nem tenho casa pra voltar.

A frase saiu baixa.

O apartamento dela e de Sky tinha sido destruído. Não existia mais aquela opção.

Christian segurou o rosto da noiva.

— Você tem a mim. Meu apartamento é seu também.

— E a Sky?

— Também. Quando ela sair do hospital, ela vai pra onde se sentir mais segura. Se quiser ficar comigo, fica. Se quiser ficar com a Sakura, a gente resolve. O que vocês não vão fazer é se preocupar com isso hoje.

Moon fechou os olhos por alguns segundos.

— Eu só quero ver minha irmã.

— Então vamos ver sua irmã.

Christian beijou a testa dela e a conduziu até o carro.

Meu celular vibrou dentro da bolsa.

Pablo.

Dessa vez, não deixei para depois. Abri nossa conversa e escrevi:

O pai da minha amiga morreu. Acabamos de sair do enterro e eu vou ficar com ela. Não vai dar pra gente se ver hoje. Desculpa.

A resposta chegou pouco depois.

Tudo bem, meu anjo. Fica com ela. Depois você me avisa se precisar de alguma coisa.

Fiquei olhando para a tela.

Claro.

Sempre compreensivo.

Seria muito mais fácil se Pablo fosse grosso de vez em quando. Se reclamasse, fizesse cobrança ou me desse algum motivo concreto para desconfiar dele, eu poderia encontrar um defeito, me irritar e pronto.

Mas não.

O homem tinha que responder “tudo bem, meu anjo”.

Guardei o celular.

— Quer carona? — Diego perguntou atrás de mim.

Virei.

Meu irmão estava com as chaves na mão. Nathan permanecia ao lado dele.

— Não. Eu vou pro hospital com eles.

Aproximei-me de Diego e baixei a voz:

— Quero ver como a Sky tá e como vai ficar a situação delas depois. Se estiver complicado, vou oferecer nossa casa pra Sky e pra Moon.

Diego nem precisou pensar.

— Faz o que precisar.

— Talvez sejam as duas.

— Sakura, eu falei faz o que precisar.

— E você?

Diego apontou com o queixo para Nathan.

— Eu fico na casa dele.

Nathan finalmente falou:

— A gente vai estar do outro lado da rua. Não vai fazer diferença.

— Vocês vão pra casa agora?

— Pra empresa — Diego respondeu. — Tem coisa demais parada e pouca gente pra resolver. Com Rocco no hospital e Christian cuidando da Moon, alguém precisa organizar aquilo.

Nathan passou a mão pela nuca.

— A gente resolve o que der e volta. Não vamos chegar tarde.

Assenti.

— Tá.

Diego me puxou para um abraço.

— Me liga se precisar de qualquer coisa.

— Ligo.

Ele beijou minha cabeça antes de me soltar.

Quando me afastei, Nathan continuava ali.

Olhei para ele por um segundo, sem saber se deveria simplesmente me despedir.

Nathan deu um passo e me puxou para os braços.

Meu corpo ficou rígido por um instante.

Então cedi.

Passei os braços ao redor dele e encostei o rosto em seu peito.

Eu precisava daquele abraço.

Talvez precisasse mais do que queria admitir.

Fechei os olhos por alguns segundos e respirei. O cheiro dele continuava o mesmo, familiar demais, e aquilo atingiu uma parte de mim que Pablo ainda não conhecia.

Nathan apertou os braços ao meu redor.

— Vai ficar tudo bem.

Eu não sabia se ele estava falando de Sky, de Moon, de Rocco ou de mim.

Naquele momento, não importava.

— Obrigada.

Afastei-me antes que começasse a precisar de mais alguma coisa.

Nathan soltou meus braços devagar.

— Qualquer coisa, liga.

— Tá.

— Qualquer coisa mesmo.

Assenti e me virei antes que ele percebesse o efeito que aquele abraço tinha causado.

Christian já estava no banco do motorista. Moon tinha entrado na frente, e Alex esperava por mim com a porta traseira aberta.

— Sakura!

— Tô indo!

Atravessei o estacionamento depressa e entrei no carro ao lado de Alex.

***

Quando chegamos ao hospital, Moon foi a primeira a sair.

Christian mal teve tempo de desligar o carro antes que ela abrisse a porta.

— Moon — ele chamou. — Espera.

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