POV/ SAKURA
Ele segurou minha cintura e me guiou. Subiu. Desceu. Devagar no começo, o pau saindo quase inteiro e voltando, e o ardor foi virando prazer numa curva suja, inevitável. Aprendi o movimento nele. Nele. Sempre nele. As coxas queimando, o cabelo caindo para a frente, os peitos balançando, e Nathan fechou os olhos e gemeu — um gemido baixo, rasgado, que me deu um poder ridículo.
Bati na cara dele.
Não forte. O suficiente. O mesmo lado de antes.
Ele abriu os olhos. Verdes. Escuros. Um sorriso feio.
A mão direita foi ao pescoço dele. Não apertei de verdade no começo. Só segurei, o polegar no maxilar, sentindo a garganta trabalhar quando ele engoliu. Ele deixou. Nathan, que tinha submissas num clube sobre o qual Diego já tinha falado demais, deixou eu enforcá-lo como se eu soubesse o que estava fazendo. Eu não sabia. Eu tentava. Eu queria aguentar. Queria agradar. Queria não ser mais a menina frágil que ele tinha cuidado a vida inteira.
Apertei um pouco mais.
Ele gemeu.
Mordei a boca dele. O gosto de sangue ainda estava lá, metálico, quente. As mãos dele subiram e pegaram os dois peitos ao mesmo tempo, apertando forte, os polegares nos mamilos, e eu cavalguei mais rápido, o movimento finalmente meu, o som da pele contra a pele mais alto que a chuva.
— Porra — ele falou, a voz desfeita. — Assim. Isso. Sakura.
Fechei os olhos. Abri. Olhei para ele. Continuei. A pressão começou a juntar de novo, baixa, quente, a buceta apertando o pau a cada descida. Ele segurou minha cintura com mais força, me puxou para baixo, fundo, e eu gozei nele, no pau dele, o corpo inteiro se contraindo, um gemido solto, vergonhoso, vivo.
Não deu tempo de recuperar.
Nathan me virou. Me jogou na cama. O mundo girou. Meus joelhos afundaram no colchão, o peito no lençol, e a palma dele acertou a bunda num tapa seco, quente, que fez eu soltar um som contra o travesseiro. Puxou meu cabelo. O pescoço arqueou. Ele entrou de uma vez, fundo, e começou a foder de quatro com uma força que não tinha nada da paciência de dois minutos atrás.
— Aguenta — ele falou, a voz no meu ouvido, o corpo cobrindo o meu.
Aguentei. Quis aguentar. Cada estocada batia fundo, o quadril dele no meu, a mão no cabelo puxando, a outra descendo pela barriga até o clitóris.
Os dedos dele acharam o ponto certo com uma precisão que me lembrou, no meio do tesão, que ele sabia. Que tinha prática. Que Diego tinha falado, uma vez, bêbado, sobre o clube, sobre as mulheres que Nathan dominava como se fosse trabalho. Eu não era uma delas. Eu era a irmã do melhor amigo. E mesmo assim o corpo dele me usava com aquela mesma certeza, e eu queria mais, queria mostrar que não quebrava mais.
Os dedos no clitóris. O pau fundo. O tapa na bunda de novo. Eu gozei no pau dele pela segunda vez, as pernas tremendo, a boca aberta no lençol, um “Nathan” saindo sem eu mandar.
Ele saiu.
Gemeu meu nome. A mão foi rápida no próprio pau, duas, três vezes, e gozou na minha bunda. Quente. Espesso. Escorrendo. A palma dele passou por cima, espalhou o gozo na pele, na fenda, como se quisesse deixar marcado. Eu continuei de quatro, ofegante, o cabelo colado no rosto, odiando o quanto aquilo me agradava.
Nathan me virou de novo. Me olhou. Cachos bagunçados. Lábio partido. Peito subindo e descendo.
Me pegou no colo.
As pernas em volta da cintura dele, o corpo ainda mole, e ele me carregou até o banheiro como se eu não pesasse. A luz acesa demais. O piso frio. Ele abriu o chuveiro com uma mão só, a água quente caindo nos dois, e me encostou no azulejo.
Me fodeu ali. Engatada. No colo. O pau entrando de novo, mais fácil agora, a buceta já aberta, já usada, e ele beijou minha boca com uma lentidão que não combinava com o resto.
— Você é gostosa — falou contra meus lábios, a água escorrendo entre a gente. — Deliciosa. Porra, Sakura.
Eu beijei ele de volta. A frase subiu inteira, pronta, perigosa: eu amo tudo em você. O cabelo. Os olhos. A mão no meu quadril. O jeito de perguntar. O jeito de foder. O jeito de aparecer numa tempestade.
Não falei.

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