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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 451

POV/ SAKURA

Ele obedeceu: me beijando, mais fundo, mais sujo. A mão dele entrou no meu cabelo preto, fechou o punho e puxou para trás. O pescoço ficou exposto. Ele mordeu a pele abaixo da mandíbula, não com cuidado, e eu arquejei. As costas ainda estavam na parede. A tempestade continuava. Eu continuei odiando ele. Eu continuei querendo ele.

A camiseta de dormir subiu sem eu perceber quem puxou. As mãos dele passaram pela minha cintura, pela barriga, e o tecido fino foi embora por cima da cabeça num movimento desajeitado. Fiquei de sutiã e calça. O ar da sala estava frio demais para a pele descoberta. Nathan olhou. Não disfarçou. Os olhos verdes desceram do meu pescoço aos peitos, à cintura, e voltaram à minha boca como se precisasse se agarrar em alguma coisa.

Eu puxei a camiseta dele para cima. Travou no ombro. Ele ajudou, riu baixo contra minha boca, e a peça caiu em algum lugar perto da jaqueta. O peito dele estava quente, sólido, ainda úmido da chuva. Beijei o osso da clavícula. Mordei. Ele soltou um som no fundo da garganta e me puxou de volta para a boca.

Fomos aos tropeços pelo corredor.

Bati o quadril na mesa. Um copo tombou, rolou, não quebrou. Nathan riu de novo, dessa vez de verdade, e eu também ri, um riso curto, nervoso, que morreu quando ele me encostou na parede do corredor e desceu a boca pelo meu peito, por cima do sutiã. Quase tropeçamos no tapete. Quase caímos. Ele segurou minha cintura, eu segurei o ombro dele, e por um segundo ficamos parados, respirando um na boca do outro, o relâmpago iluminando o corredor inteiro.

Meu Deus. O que eu estou fazendo.

A frase passou inteira. Clara. Nítida. Eu não falei. Se eu falasse, ele parava. Nathan sempre parava. Nathan perguntava. Nathan recuava. E eu não queria que ele recuasse. Não naquela noite. Não com o gosto de sangue ainda entre nós e o trovão ainda do lado de fora.

Empurrei ele na direção do quarto, beijando, esbarrando, o sutiã se desfazendo em algum ponto entre a porta e a cama. Ele tirou. Eu deixei. Os peitos livres, o ar frio nos mamilos, a palma grande dele cobrindo um e depois o outro, apertando, o polegar passando devagar demais para a pressa que a gente tinha.

Joguei ele na cama.

Nathan deixou. Caiu de costas na colcha, cabelo cacheado bagunçado, lábio inferior marcado, olho verde quase preto. Eu subi atrás, ajoelhei sobre as coxas dele, e por um instante fiquei olhando. Não parecia eu. Parecia outra pessoa, uma que não pensava em Diego, nem em leucemia, nem em amanhã. Uma controlada por um tesão estúpido, hormonal, antigo, que eu tinha passado anos fingindo que tinha morrido junto com a menina de dezoito.

Estava bom demais para parar.

Tirei o restante da camiseta dele — se ainda havia alguma coisa — e desci a boca pelo peito, pelo abdômen. As mãos dele entraram de novo no meu cabelo. Não puxaram ainda. Só seguraram.

— Sakura.

— Cala a boca.

Ele calou.

A calça de dormir. Nathan sentou, me puxou para a beira da cama, e ajudou a descer o tecido pelas pernas. A calcinha foi junto, ou foi depois, eu não soube. O importante foi ele ajoelhar no chão, entre as minhas coxas, as mãos grandes abrindo meus joelhos com uma paciência que não combinava com o tapa que eu tinha dado nele minutos antes.

Olhou para mim de baixo.

Depois abaixou a cabeça.

A boca dele encontrou a buceta quente, já molhada, e eu soltei o ar num som que não era gemido nem praga. A língua passou devagar no começo, como se ele estivesse lembrando. Depois mais fundo. Ele chupou, abriu, voltou, e o som úmido ficou mais alto que a chuva. Apertei o lençol. Apertei o cabelo dele. Nathan gemeu contra mim, o vibração indo direto para o clitóris, e a mão direita subiu, encontrou meu peito, apertou o mamilo entre os dedos enquanto a língua trabalhava embaixo.

— Fiquei com saudade desse gosto — falou contra a pele, a voz rouca, a boca molhada. — Porra, Sakura.

Eu não respondi. Não dava. A cabeça caiu para trás. O quadril foi sozinho contra a boca dele. Ele segurou minhas coxas, me abriu mais, e chupou como se tivesse o direito, como se aqueles anos sem isso tivessem sido uma dívida. A língua no clitóris, dois dedos entrando devagar, e eu gozei rápido demais, vergonhoso demais, o corpo inteiro se contraindo com a boca dele ainda ali.

Nathan subiu.

Beijou minha boca. Eu provei o gosto. Provei a mim. Provei ele. As mãos dele foram para o cinto, para a calça, e eu ajudei, desajeitada, com pressa. A calça desceu. A cueca. O pau dele saiu pesado, grande, grosso, já duro, a cabeça avermelhada, e o tamanho me fez engolir em seco mesmo depois de já ter tido aquilo dentro de mim uma vez, anos atrás.

Ele me deitou. Ficou entre as minhas pernas. Papai e mamãe. A ponta encostou, quente, e ele olhou no meu rosto, aquela cara de quem ia perguntar de novo.

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