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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 450

POV/ SAKURA

— Não foram cinco minutos.

— Esse é seu argumento?

— Não.

— Então qual é?

Nathan apertou os olhos.

— Eu tava numa situação que não devia ter acontecido.

Meu peito doeu.

— Entendi.

— Não foi isso que eu quis dizer.

— Você acabou de dizer.

— Eu quis dizer que o Diego tinha confiado em mim naquela noite.

— E eu confiei em você também!

Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia. Nathan ficou quieto. A chuva batia nas janelas com força, e o relâmpago seguinte iluminou o rosto dele por um segundo. Olhos verdes. Mandíbula tensa. Cachos ainda úmidos.

— Eu tinha dezoito anos — continuei. — Não doze. Eu sabia o que estava fazendo. Você perguntou se eu tinha certeza umas cinquenta vezes. Eu quis você.

— Eu sei.

— Então por que eu passei anos me perguntando se você fez aquilo por pena?

O rosto dele mudou.

— Pena?

— Eu tava doente. Tinha acabado de receber uma notícia horrível e falei que tinha medo de morrer sem viver nada. Depois você me tratou como se aquela noite tivesse sido um erro. O que você queria que eu pensasse?

Nathan deu um passo na minha direção.

— Eu nunca senti pena de você.

— Não?

— Não.

— Então o que sentiu?

Ele não respondeu.

Soltei uma risada nervosa.

— Exatamente.

Passei por ele. Nathan segurou meu braço. Parei. Olhei para a mão dele. Ele soltou imediatamente, como se tivesse se queimado.

— Sakura, eu não fiz aquilo por pena.

— Então por quê?

Nathan respirou fundo. O peito dele subiu e desceu uma vez.

— Porque eu quis.

Meu coração disparou.

— O quê?

— Eu quis você.

Fiquei olhando para ele. A frase ficou suspensa entre nós, pesada demais para o tamanho da sala. Nathan passou a mão pelo rosto.

— E esse foi o problema.

— Por que querer alguém é um problema?

— Porque era você.

— Nossa, obrigada.

— Para de distorcer.

— Então explica direito.

Ele me encarou. Estávamos perto demais. Eu precisava erguer o rosto para acompanhar os olhos dele, e o cheiro de chuva na jaqueta que ele já tinha tirado ainda estava no ar.

— Você era a irmã do meu melhor amigo. Eu conhecia você desde criança. Eu tinha passado anos entrando naquela casa, convivendo com seus pais, com o Diego, com você. Na minha cabeça existia uma linha que eu não podia atravessar.

— E atravessou.

— Atravessei.

— Se arrependeu?

Nathan demorou alguns segundos.

— Não.

Meu coração bateu ainda mais rápido.

— Nunca?

— Não daquela noite.

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