NOTA DA AUTORA! 🌸✨👀
A partir de agora, nós vamos mergulhar de cabeça nos capítulos narrados pelo PONTO DE VISTA DA SAKURA! 🎉📖
Preparem-se, porque através dos olhos dela nós vamos acompanhar os bastidores de tudo o que está pegando fogo na história:
A reta final do concurso Horizon e a correria dos projetos;
A recuperação da Sky e os cuidados com aquele bebezinho tão esperado;
A dinâmica familiar e superprotetora entre a Sakura e o irmão dela, o Diego;
O passado, a tensão absurda e todas as faíscas entre ela e o Nathan;
E, com certeza, o momento em que o nosso CEO teimoso, o Rocco, finalmente acordar do coma na UTI!
E lembrem-se SAKURA É ESPERTA E OBSERVADORA.
Será um bloco de capítulos dedicado a ela — algo em torno de dez capítulos, dependendo de como a história for fluindo naturalmente. Depois disso, a gente volta a alternar os pontos de vista entre ela, a Moon, o Christian e o Rocco, amarrando tudo rumo ao nosso grande final!
E agora eu quero contar uma SUPER CURIOSIDADE de bastidor para vocês, daquelas que quase ninguém sabe:
De todos os três casais dessa história, a dinâmica da Sakura e do Nathan é a minha favorita da vida! ❤️✨
Para quem não sabe, eu publiquei recentemente um livro que está disponível na A****n, chamado "Até a Última Batida do Meu Coração". Ele conta a história emocionante de uma garota que tem um problema grave no coração, com um prazo de vida curto pela frente, e o seu melhor amigo. Os dois se amam em silêncio, mas nunca tiveram coragem de se declarar. Quem quiser conhecer essa história linda, o livro já está completinho te esperando lá na A****n!
E foi justamente quando eu estava desenvolvendo essa ideia que nasceu a história da Sakura. No começo, o meu plano era publicar apenas a história da Sakura e do Nathan. Só que o formato das plataformas digitais pedia uma trama muito mais ampla, em série, e foi aí que nasceram a Sky e a Moon — duas protagonistas gigantes, intensas e que ganharam o coração de todo mundo! Mas saibam que todo esse universo só existe hoje porque lá no início eu queria, mais do que tudo, dar voz para a Sakura e o Nathan.
Então, espero do fundo do meu coração que vocês se apaixonem pela Sakura, que entendam as dores dela e torçam muito por ela nessa nova fase!
Deixem seus comentários, preparem o lencinho e boa leitura! 💋🍿🌸✨
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POV: SAKURA
O barulho da terra caindo sobre o caixão fez meu estômago embrulhar.
Apertei os dedos ao redor da manga do casaco de Nathan e tentei respirar pela boca. A garoa fina já tinha molhado a ponta do meu cabelo e o frio atravessava a meia-calça, mas eu não conseguia me afastar da cova.
Moon chorava nos braços de Christian.
Eu tinha visto pessoas chorando daquele jeito muitas vezes. Gente que recebia notícia ruim em corredor de hospital, gente que saía de consultório sem conseguir caminhar direito, família reunida ao redor de uma cama quando os médicos já não tinham mais nada para tentar.
Mesmo assim, ver Moon daquele jeito era diferente.
Talvez porque eu conhecesse a sensação de esperar pela morte durante tempo demais.
Talvez porque Sky nem estivesse ali.
Ela estava no hospital enquanto enterravam o próprio pai.
Engoli em seco e baixei os olhos para a terra acumulada ao redor dos meus sapatos. Senhor Otávio tinha passado anos preso a uma cama. Quando finalmente tinha começado a reagir, quando Sky e Moon podiam acreditar que talvez ainda tivessem algum tempo com ele, um incêndio acabou com tudo.
Aquilo me revoltava.
Eu tinha passado aproximadamente seis anos entrando e saindo de hospitais. Dos treze aos dezenove, minha vida tinha sido consulta, exame, remédio, internação, quimioterapia e resultado de laboratório. Tive tempo suficiente para aprender que doença não respeitava idade, dinheiro, planos ou gente boa.
Ainda assim, eu odiava quando ela provava isso de novo.
O celular vibrou dentro do bolso do meu casaco.
Ignorei.
Nathan mexeu o braço sob a minha mão, e só então percebi que ainda estava agarrada a ele.
Soltei na mesma hora.
— Desculpa.
— Não precisa.
A voz dele saiu baixa.
Não olhei para seu rosto.
Era mais seguro assim.
Voltei a prestar atenção no enterro, mas outra pá de terra caiu e uma lembrança antiga veio com força suficiente para me fazer fechar os olhos.
Eu já tinha passado tempo demais imaginando meu próprio caixão.
Quando fiquei doente, uma das coisas que mais me irritavam era ouvir adulto dizendo que eu precisava pensar positivo. Como se leucemia pudesse ser convencida a ir embora porque eu estava sorrindo. Como se eu tivesse escolhido sentir medo.
Eu tinha treze anos.
Queria me preocupar com escola, roupa, menino bonito e com o fato de meu cabelo nunca ficar exatamente como eu queria.
Em vez disso, comecei a me preocupar com a possibilidade de não chegar aos quinze.
Depois, com a possibilidade de não chegar aos dezesseis.
Aos dezessete.
Aos dezoito.
Quando completei dezenove, já tinha parado de fazer promessas para o aniversário seguinte.
Mas minha história tinha começado muito antes da leucemia.
E, tecnicamente, tinha começado antes mesmo de eu me lembrar.
Eu nasci na Coreia do Sul.
Meu pai trabalhava viajando e, durante uma viagem para lá, conheceu minha mãe biológica. Eu nunca tive lembranças suficientes daquela parte da minha vida para transformá-la em alguma coisa concreta. O que eu sabia era o que me contaram durante anos.
Meu pai voltou para o Brasil carregando um bebê.
Eu.
E a mãe do Diego me recebeu.
Nunca gostei de dizer que ela "me aceitou", porque parecia que eu tinha chegado à casa deles como um problema que precisava de autorização para ficar. Para mim, ela simplesmente era minha mãe.
Nunca fez diferença entre mim e Diego.
Nem meu pai.
Nem dentro da nossa casa.
Diego era meu irmão e ponto final.
Talvez por isso ele tivesse desenvolvido aquela necessidade irritante de controlar até a quantidade de vento que batia no meu rosto. Antes da doença, já era protetor. Depois dela, ficou pior.
Mas, quando eu era criança, eu não me importava.
Eu queria seguir Diego para todo lugar.
Principalmente quando ele começou a trazer os amigos para casa.
Foi assim que Nathan apareceu.
Eu tinha mais ou menos nove anos quando Diego entrou pela porta com um garoto que eu nunca tinha visto.
Minha primeira lembrança dele era ridícula.
Eu estava sentada no chão da sala com uma escova de cabelo entre as pernas, tentando fazer duas tranças sozinha.
Minha mãe estava ocupada preparando o almoço. Diego tinha se recusado a ajudar porque, segundo ele, não fazia ideia de como mexer em cabelo. Eu já tinha prendido, soltado e embaraçado metade da cabeça quando ouvi os dois entrando.
— Mãe, o Nathan vai almoçar aqui!
— Lava a mão antes de sentar à mesa! — ela gritou da cozinha.
— Eu lavei!
— Lava de novo!
Eu ri.
Diego passou pela sala e chutou de leve meu pé.
— Sai do caminho, tampinha.
Mostrei a língua para ele.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário