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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 425

POV/ SKY

Fechei os olhos por um segundo.

Eu não tinha força para aquilo.

— Jussara, não.

— Você ainda tem coragem de aparecer aqui?

A enfermeira se posicionou atrás da minha cadeira.

— Senhora, mantenha distância da paciente.

Jussara ignorou.

— O Rocco tá entubado por sua causa!

Meu coração bateu mais forte.

— Cala a boca.

— Se ele não tivesse se envolvido com você, nada disso teria acontecido!

— Senhora — a enfermeira repetiu, mais firme. — Pare agora.

Jussara apontou para mim.

— Essa mulher só trouxe problema pra vida dele. Olha o estado em que ele tá!

Meu rosto esquentou.

A culpa já estava dentro de mim.

Eu não precisava que ninguém colocasse mais.

— Eu mandei você calar a boca.

— Jussara.

A voz masculina veio de trás.

Lorenzo.

Ela olhou para ele, mas não pareceu intimidada o suficiente para parar.

— Eu tô mentindo? Ele quase morreu por causa dela!

— Chega — Lorenzo cortou.

A enfermeira segurou a alça da cadeira.

— Nós vamos voltar para o quarto.

— Não — Jussara insistiu. — Eu quero saber por que ela tá aqui. Por que deixaram essa mulher entrar na UTI?

— Porque ela é paciente deste hospital e recebeu autorização da equipe — a enfermeira respondeu.

— Paciente? O que ela tem?

Meu corpo ficou rígido.

Olhei imediatamente para a enfermeira.

Não.

Ela percebeu.

— Ela sofreu um trauma grave no mesmo incidente e está internada sob acompanhamento médico. Isso é tudo o que a senhora precisa saber.

Jussara soltou uma risada sem humor.

— Claro. Sempre tem alguma coisa com ela.

— Chega — repeti.

Foi então que o senhor mais velho se aproximou. O avô de Rocco.

Não precisei perguntar quem era para perceber que estava acostumado a ser obedecido a vida inteira.

Ele parou alguns passos à nossa frente e me observou por alguns segundos, apoiado na bengala.

— Quem é você?

Minha boca estava seca.

— Sky.

Ele continuou me encarando.

— Sky o quê?

— Bittencourt.

A mudança foi imediata.

O rosto dele endureceu.

Os dedos enrugados apertaram o cabo da bengala com força.

— Bittencourt?

— Sim.

Ele olhou para Lorenzo.

Depois voltou para mim.

— Tire essa moça daqui.

Franzi a testa.

— O quê?

Ele se dirigiu à enfermeira com autoridade absoluta:

— Ela não entra novamente na UTI.

Meu coração disparou.

— Não. O senhor não pode fazer isso.

— Posso.

— Rocco é meu...

Parei.

Meu namorado.

Meu noivo.

Pai do meu filho.

Nenhuma daquelas respostas podia sair.

Não ali.

Não com Jussara ao lado.

Não com a família dele que eu nem conhecia.

— Ele é meu amigo — terminei.

O velho me encarou com desprezo:

— Então se comporte como uma amiga e fique longe dele.

— Eu não vou ficar longe do Rocco.

— Vai.

A firmeza da resposta me deixou sem ar.

— Quem o senhor pensa que é?

— Alguém que não vai permitir outra Bittencourt perto da minha família.

Senti um arrepio subir pelas costas.

— O que isso quer dizer?

Ele ignorou minha pergunta.

— Tire-a daqui.

A enfermeira começou a empurrar a cadeira.

— Não! Espera.

Tentei segurar a roda.

— Eu preciso voltar. Eu preciso ver ele.

— Sky — a enfermeira falou baixo. — Você precisa se acalmar.

— Mas ele não pode me proibir!

O velho deu mais um passo, a bengala estalando no chão:

— Posso. E vou.

Olhei para Lorenzo.

Ele parecia tenso, desconfortável com a cena.

CAP. 451 -  TUDO CULPA SUA 1

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