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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 424

POV/ SKY

Passei boa parte da tarde sozinha.

Dormia por alguns minutos, acordava, mexia no celular, chorava, tentava comer alguma coisa e voltava a colocar a mão na barriga.

O hospital parecia frio demais.

Minha pele arrepiava toda vez que alguém abria a porta.

No fim da tarde, a mesma enfermeira que vinha cuidando de mim entrou para trocar o soro.

Esperei ela terminar.

— Posso pedir uma coisa?

Ela me olhou desconfiada.

— Depende.

— Eu quero ver o Rocco.

— Sky...

— Eu não vou andar.

— Você precisa de repouso.

— Cadeira de rodas.

Ela suspirou.

— A UTI tem regras.

— Cinco minutos.

— Não depende só de mim.

— Então pergunta.

Minha garganta começou a fechar.

— Por favor.

Ela ficou me olhando.

— Eu preciso ver ele vivo.

A última palavra saiu quase sem voz.

A expressão dela mudou.

— Vou falar com a equipe.

Demorou.

Achei que ela não voltaria.

Quando apareceu novamente com uma cadeira de rodas, quase chorei antes mesmo de sair da cama.

— Visita curta.

— Tá.

— Você não vai levantar.

— Tá.

— Se sentir tontura, dor, cólica ou qualquer coisa, me fala.

— Falo.

— E tenta não se agitar.

— Essa parte eu não prometo.

Ela balançou a cabeça.

Com ajuda, passei da cama para a cadeira. Minhas pernas estavam fracas depois de tanto tempo deitada, e o chão frio contra a sola dos meus pés provocou um arrepio que subiu até minhas costas.

A enfermeira cobriu minhas pernas.

Passei a mão na barriga.

— A gente vai ver seu pai.

Parei.

Pai.

Rocco era pai.

Meu Rocco.

Meu SENHOR ARROGANTE.

Meu engenheiro insuportável.

Pai do meu filho.

Meus olhos arderam.

— Não começa agora — murmurei para mim mesma.

A enfermeira ouviu.

— O quê?

— Nada. Tô brigando comigo.

Ela começou a empurrar a cadeira.

Antes de entrarmos na UTI, parou.

— Preciso te explicar como ele está.

Meu corpo inteiro ficou tenso.

— Ele piorou?

— Não. Continua estável.

Soltei o ar.

— Então fala.

— Ele inalou muita fumaça e ar muito quente durante o incêndio. Isso irritou e lesionou as vias respiratórias. Por segurança, ele está intubado e sedado enquanto recebe tratamento e os médicos acompanham a recuperação respiratória.

— Coma induzido?

— É uma sedação profunda controlada pela equipe.

— Ele vai acordar?

— Quando for seguro, os médicos vão reduzir os sedativos e avaliar como ele responde.

Apertei o cobertor.

— Ele vai ficar bem?

Ela hesitou apenas o suficiente para eu perceber.

Meu coração acelerou.

— Ele está respondendo ao tratamento, Sky. Isso é o que posso te dizer.

Assenti.

Não era uma promessa.

Mas era alguma coisa.

— Posso tocar nele?

— Melhor não mexer nos curativos nem nos equipamentos. Fica perto e conversa com ele.

— Ele escuta?

— Não dá pra garantir.

— Vou falar mesmo assim.

Ela abriu a porta.

O ar condicionado frio da UTI bateu no meu rosto.

Então eu vi Rocco.

Meu corpo inteiro gelou.

O homem que eu conhecia parecia grande demais para aquela cama e, ao mesmo tempo, vulnerável de um jeito que eu nunca tinha visto.

Havia um tubo preso à boca dele, ligado ao respirador. Curativos cobriam parte dos braços, do ombro e uma região próxima ao pescoço. Fios saíam debaixo do lençol e seguiam para os aparelhos ao redor. O peito subia e descia no ritmo da ventilação.

Rocco nunca ficava quieto daquele jeito.

Mesmo dormindo, ele se mexia.

Resmungava.

Me puxava.

Ocupava espaço.

Ali, não.

A enfermeira aproximou minha cadeira e travou as rodas.

Minhas mãos começaram a tremer.

— Rocco?

Nada.

Meu nariz ardeu.

— Oi, amor... meu senhor convencido e arrogante.

Tentei sorrir.

Não consegui.

— Sou eu.

O respirador continuou funcionando.

Aproximei a mão da dele, mas parei antes de tocar.

— Você tá uma merda.

Uma risada pequena escapou junto com o choro.

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