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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 422

NOTA DA AUTORA! 🚨✍️👀

Gente, amanhã vou ter vários compromissos, então resolvi adiantar logo esses capítulos hoje para não deixar vocês na mão! 🏃‍♀️💨

Primeiramente: já peço desculpas pelo sofrimento! 😭💔 Sei que doeu no coração de vocês e tem muita gente me achando uma verdadeira monstra sem coração, mas juro que eu não sou! Eu fico triste de verdade escrevendo tudo isso também. 🥺

Não posso dar spoiler do que vem por aí, mas confiem em mim: para tudo tem uma explicação e nem tudo é tão ruim quanto parece. Muitas coisas acontecem por um motivo e vêm para o bem! ✨🙏

Só guardem muito bem isso na cabeça:

O ROCCO É UM HERÓI. LEMBREM-SE DESSA FRASE! 🛡️🔥👑

Quem entendeu o recado, entendeu! 😉

Depois eu volto com mais. Um beijo grande para vocês e até lá! 💋📖🍿💣

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CAPÍTULO 442

POV: SKY BITTENCOURT

Acordei devagar.

Dessa vez, não foi assustada.

Primeiro ouvi o bipe baixo do monitor. Depois senti o peso do cobertor sobre as pernas, o ar frio entrando pelas frestas do tecido e a dor constante do lado esquerdo da cabeça.

Abri os olhos.

A claridade da manhã atravessava a persiana.

Fiquei alguns segundos parada, olhando para o teto, tentando entender por que meu corpo parecia tão pesado.

Então lembrei.

Meu pai.

Rocco.

O sangue.

O bebê.

Fechei os olhos imediatamente.

— Não...

A dor voltou inteira.

Meu peito apertou e minha garganta fechou tão rápido que precisei puxar o ar pela boca.

Meu pai estava morto.

Não tinha sido pesadelo.

A explosão tinha acontecido.

Rocco estava no CTI.

E eu estava grávida.

Levei a mão para a barriga por baixo do cobertor.

— Bebê...

Minha voz saiu rouca.

Passei a palma devagar sobre a pele.

Eu não sentia nada.

Claro que não sentia.

Mas precisava tocar.

Precisava confirmar de algum jeito que pelo menos aquilo continuava comigo.

A noite anterior estava toda embaralhada na minha cabeça. Lembrava de enfermeiras entrando e saindo, de remédio no soro, de alguém verificando minha pressão, da Moon segurando minha mão e dizendo que ficaria ali.

Em algum momento, deram alguma coisa para eu dormir.

Eu tinha apagado.

Virei a cabeça.

A poltrona estava vazia.

— Moon?

Ninguém respondeu.

Meu coração acelerou.

Olhei para o banheiro.

Porta aberta.

Vazio.

Peguei o controle da cama e apertei o botão para levantar um pouco o encosto.

Uma tontura leve veio, mas passou rápido.

Olhei para minhas pernas.

Não havia sangue escorrendo.

Soltei o ar.

Passei a mão pela barriga novamente.

— Tá tudo bem...

Não sabia se estava falando comigo ou com o bebê.

— Tem que estar.

A porta abriu.

Uma enfermeira entrou.

— Bom dia, Sky.

— Meu bebê tá bem?

Ela parou por um instante.

Nem bom-dia eu tinha respondido.

— O sangramento diminuiu bastante durante a madrugada.

— Mas ele tá bem?

— A médica vem conversar com você e fazer uma nova avaliação.

— Quando?

— Daqui a pouco.

— Quanto é daqui a pouco?

Ela sorriu de leve.

— Pouco mesmo.

— Minha irmã?

— Saiu cedo.

Franzi a testa.

— Saiu pra onde?

— Ela disse que precisava resolver algumas coisas e voltaria.

Coisas.

Meu estômago apertou.

Eu sabia que existiam coisas para resolver.

Só não queria pensar nelas.

— E o Rocco?

— Continua na terapia intensiva.

— Vivo?

A enfermeira me olhou.

— Sim.

Soltei o ar.

— Tá.

Vivo.

Meu bebê estava comigo.

Rocco estava vivo.

Eu precisava me agarrar àquilo.

A enfermeira verificou minha pressão, temperatura e perguntou sobre a dor. Minha cabeça ainda latejava, principalmente perto do ouvido, mas estava melhor do que na noite anterior. A cólica também tinha diminuído.

Quando ela saiu, fiquei sozinha novamente.

Passei a mão na barriga.

— Seu pai tá vivo.

As lágrimas vieram.

— Ele só precisa acordar.

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