NOTA DA AUTORA! 🚨✍️👀
Gente, amanhã vou ter vários compromissos, então resolvi adiantar logo esses capítulos hoje para não deixar vocês na mão! 🏃♀️💨
Primeiramente: já peço desculpas pelo sofrimento! 😭💔 Sei que doeu no coração de vocês e tem muita gente me achando uma verdadeira monstra sem coração, mas juro que eu não sou! Eu fico triste de verdade escrevendo tudo isso também. 🥺
Não posso dar spoiler do que vem por aí, mas confiem em mim: para tudo tem uma explicação e nem tudo é tão ruim quanto parece. Muitas coisas acontecem por um motivo e vêm para o bem! ✨🙏
Só guardem muito bem isso na cabeça:
O ROCCO É UM HERÓI. LEMBREM-SE DESSA FRASE! 🛡️🔥👑
Quem entendeu o recado, entendeu! 😉
Depois eu volto com mais. Um beijo grande para vocês e até lá! 💋📖🍿💣
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CAPÍTULO 442
POV: SKY BITTENCOURT
Acordei devagar.
Dessa vez, não foi assustada.
Primeiro ouvi o bipe baixo do monitor. Depois senti o peso do cobertor sobre as pernas, o ar frio entrando pelas frestas do tecido e a dor constante do lado esquerdo da cabeça.
Abri os olhos.
A claridade da manhã atravessava a persiana.
Fiquei alguns segundos parada, olhando para o teto, tentando entender por que meu corpo parecia tão pesado.
Então lembrei.
Meu pai.
Rocco.
O sangue.
O bebê.
Fechei os olhos imediatamente.
— Não...
A dor voltou inteira.
Meu peito apertou e minha garganta fechou tão rápido que precisei puxar o ar pela boca.
Meu pai estava morto.
Não tinha sido pesadelo.
A explosão tinha acontecido.
Rocco estava no CTI.
E eu estava grávida.
Levei a mão para a barriga por baixo do cobertor.
— Bebê...
Minha voz saiu rouca.
Passei a palma devagar sobre a pele.
Eu não sentia nada.
Claro que não sentia.
Mas precisava tocar.
Precisava confirmar de algum jeito que pelo menos aquilo continuava comigo.
A noite anterior estava toda embaralhada na minha cabeça. Lembrava de enfermeiras entrando e saindo, de remédio no soro, de alguém verificando minha pressão, da Moon segurando minha mão e dizendo que ficaria ali.
Em algum momento, deram alguma coisa para eu dormir.
Eu tinha apagado.
Virei a cabeça.
A poltrona estava vazia.
— Moon?
Ninguém respondeu.
Meu coração acelerou.
Olhei para o banheiro.
Porta aberta.
Vazio.
Peguei o controle da cama e apertei o botão para levantar um pouco o encosto.
Uma tontura leve veio, mas passou rápido.
Olhei para minhas pernas.
Não havia sangue escorrendo.
Soltei o ar.
Passei a mão pela barriga novamente.
— Tá tudo bem...
Não sabia se estava falando comigo ou com o bebê.
— Tem que estar.
A porta abriu.
Uma enfermeira entrou.
— Bom dia, Sky.
— Meu bebê tá bem?
Ela parou por um instante.
Nem bom-dia eu tinha respondido.
— O sangramento diminuiu bastante durante a madrugada.
— Mas ele tá bem?
— A médica vem conversar com você e fazer uma nova avaliação.
— Quando?
— Daqui a pouco.
— Quanto é daqui a pouco?
Ela sorriu de leve.
— Pouco mesmo.
— Minha irmã?
— Saiu cedo.
Franzi a testa.
— Saiu pra onde?
— Ela disse que precisava resolver algumas coisas e voltaria.
Coisas.
Meu estômago apertou.
Eu sabia que existiam coisas para resolver.
Só não queria pensar nelas.
— E o Rocco?
— Continua na terapia intensiva.
— Vivo?
A enfermeira me olhou.
— Sim.
Soltei o ar.
— Tá.
Vivo.
Meu bebê estava comigo.
Rocco estava vivo.
Eu precisava me agarrar àquilo.
A enfermeira verificou minha pressão, temperatura e perguntou sobre a dor. Minha cabeça ainda latejava, principalmente perto do ouvido, mas estava melhor do que na noite anterior. A cólica também tinha diminuído.
Quando ela saiu, fiquei sozinha novamente.
Passei a mão na barriga.
— Seu pai tá vivo.
As lágrimas vieram.
— Ele só precisa acordar.
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