POV/ SKY
Outra estocada. Fundo. O pau saindo e entrando. Eu vi, entre a gente, grosso, molhado, brilhando, sumindo dentro, saindo, sumindo. A boceta abria e fechava em volta. O som era feio. Molhado. Alto.
— Então agora cê aguenta.
Ele meteu. Forte. Sem o ritmo que eu tinha mandado. Sem pedir. O colchão afundou. A cabeceira bateu na parede. As minhas pernas abertas no ombro dele, sem pra onde ir. Cada estocada empurrava o corpo pra cima no lençol. Eu escorregava. Ele puxava o quadril de volta e enfiava de novo.
O suor dele pingou no meu peito. Quente. O coração dele batia contra o meu, os dois descontrolados.
A mão direita subiu no meu pescoço. Apertou. Não fechou tudo. Só o bastante pra o ar ficar curto. A boca abriu sozinha. Um fio de saliva no canto. Ele olhou nos meus olhos e meteu de novo, fundo, enquanto a palma segurava a garganta. O pulso dele latejava contra a minha pele. Eu engolia contra a mão. O ar entrava pela boca, pouco, quente.
— Tô com tesão pra caralho — ele falou, perto da minha cara, a voz arrastada. — Cê passou a tarde inteira me torturando. Agora é minha vez.
A outra mão foi no peito. Apertou. Forte. A carne doeu de um jeito bom. Os dedos fecharam no bico. Puxou. A pele arrepiou inteira, do peito até a barriga. Eu soltei um som alto, preso na mão do pescoço.
Tapinha na cara. O outro lado. A cabeça virou no travesseiro. A pele esquentou. Ele segurou o queixo, virou meu rosto de volta, e enfiou a língua na minha boca.
O beijo veio grosso. Molhado. Sem jeito. A língua dele na minha, fundo, enquanto o pau não parava. Estocada. Estocada. Estocada. O gosto da minha boceta ainda na boca dele. Eu gemendo dentro do beijo, o ar curto, o pescoço na mão, o peito doendo no aperto.
Ele afastou a boca. Um fio de saliva ficou entre a gente. Continuou metendo. Olhou pra baixo, entre os corpos.
— É muito bom ver meu pau entrar e sair enquanto cê rebola — ele falou, a voz arrastada, quebrada de tesão. — Melhor ainda é te foder desse jeito.
Gritei.
Apertei os peitos com as duas mãos. A carne macia transbordando dos dedos. A cabeça foi pra trás no travesseiro. O cabelo ruivo espalhado, grudado na testa suada. Ele não diminuiu. O pau batendo fundo. A boceta molhada demais. O som alto, feio, molhado, o colchão reclamando, a cabeceira batendo.
Enfiou os dedos na minha boca. Dois. Quentes. Eu chupei. A língua neles. Ele meteu mais fundo com o quadril e desceu a outra mão. Achei o clitóris. Os dedos dele. Rápido. Molhado. Enquanto o pau ia e vinha, os dedos no clitóris, os outros na boca.
Gritei de novo. O som saiu abafado nos dedos. Os dedos na boca. O clitóris. O pau. Tudo junto. As pernas no ombro dele tremendo. Os pés no ar. A barriga fechando.
— Isso — ele falou. — Grita.
O aperto veio de dentro. Pesado. Subindo. As pernas tremeram no ombro dele, sem controle. A boceta puxou o pau, uma contração atrás da outra, forte, molhando, chupando. Gozando nele. O corpo inteiro foi. A boca abriu. Os dedos dele ainda dentro. Eu me contorci no lençol, o suor escorrendo, o coração disparado.
Ele não parou.
Continuou metendo. O pau atravessando o orgasmo. Cada estocada esticou o negócio, puxou outra contração, outra. Eu me contorci. Tentei fechar a perna. Não deu. Ele segurou o quadril e continuou. Fundo. Forte. Molhado.
— Rocco—


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