POV: SKY BITTENCOURT
Rocco não respondeu com a boca.
Empurrou o quadril pra cima contra a minha palma. As correntes da cabeceira estalaram. O pau dele pulsou por cima da cueca, quente, duro, batendo na minha mão sozinho.
Puxei o elástico pra baixo de uma vez. O tecido desceu pelas coxas. O pau pulou pra fora, grosso, latejando, a veia do lado saltada no mesmo ritmo do peito.
Envolvi a base com os dedos. A pele queimava. Subi a mão devagar, apertando, sentindo o calor passar pra palma. Desci. Subi de novo. Sem pressa.
Rocco soltou um som rouco. O queixo foi pra cima. A coleira esticou na garganta.
Abaixei até a boca ficar perto. O hálito bateu na cabeça dele. Passei a ponta da língua no topo, contornando a borda, devagar. Salgado. Quente. Ele travou inteiro embaixo de mim.
— Sky…
Não respondi.
Desci a boca e engoli só a cabeça. Apertei os lábios em volta. Suguei. A mão ficou na base, subindo e descendo num aperto curto. Rocco puxou as algemas. O metal gemeu na madeira. A barriga dele fechou, dura. O peito subiu e não desceu direito.
Tirei a boca. Estalo molhado. Lambi de baixo pra cima, lenta, e subi de joelhos em cima dele.
Passei a perna por cima do quadril. Encaixei a boceta na ponta. Molhada demais. Deslizei pra frente. Deslizei pra trás. A cabeça dele abriu os lábios e não entrou. Desci um centímetro. A pressão abriu. Travei.
Rocco abriu os olhos. Verdes. Presos em mim.
— Desce.
Segurei a argola da coleira e puxei pra cima. O pescoço dele esticou. O ar sumiu um segundo. Encostei o rosto no dele.
Dei um tapinha na cara. Aberto. Sem força. Só o estalo.
— Cê não dá ordem aqui.
Ele puxou o ar pelo nariz. Os dentes trincados.
— Desce essa porra.
Ergui o quadril. Tirei o contato. O pau dele bateu na barriga, molhado, sozinho. O ar do quarto bateu frio em mim.
Rocco ergueu o tronco o que as correntes deixaram. Os braços tremeram.
Enfiei dois dedos na boca dele. Ele fechou os lábios em volta na hora, quente, molhado. A língua dele empurrou meus dedos. Puxei a coleira mais um pouco e segurei o queixo assim, os dedos na boca, o olhar no olhar.
— Olha pra mim.
Olhou.
Tirei os dedos. Passei molhado no lábio dele. Outro tapinha, mais leve que o primeiro. O outro lado.
— Pede.
— Sky…
— Implora.
O quadril dele tremeu na cama. O pau latejava entre a gente, sem entrar. O orgulho segurou dois segundos. Depois soltou.
— Por favor.
Desci de novo. Encostei a entrada na cabeça. Não sentei.
— Por favor o quê.
— Por favor, senta em mim.
Levantei. Tirei. Ele soltou um som feio na garganta.
— Por favor. Por favor, ruiva. Senta. Monta em mim.
Puxei a argola. O queixo subiu. Os olhos nele.
— Mais.
A voz dele quebrou.
— Cavalga em mim. Me fode. Por favor. Por favor, porra. Senta. Monta. Cavalga. Me fode. Tô pedindo. Tô pedindo agora.
Soltei a coleira. O pescoço dele desceu. Ele engoliu saliva.
— Se eu sentar, cê não goza até eu mandar.
— Manda. Manda o que quiser. Só senta.
Desci.
A cabeça abriu. Entrou. Devagar. Cada centímetro. Grosso. Quente. Molhado. Desci até o meio. Parei. O quadril dele tentou subir. Apertei a palma no peito e sentei o resto. Fundo. Até encostar.
O ar sumiu da minha garganta. Fiquei cheia. O pau latejando dentro. A boceta apertou sozinha.
Rocco soltou o som contra o teto. Os olhos fecharam. Os pulsos puxaram o couro das algemas e não foram a lugar nenhum.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário