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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 410

POV: SKY BITTENCOURT

Rocco soltou um som abafado contra a mordaça. Os olhos verdes cravados em mim, sem piscar.

Subi na cama. O colchão afundou debaixo dos meus joelhos. Engatinhei até o rosto dele, devagar, sentindo o calor do peito largo subindo pra mim. A fivela da mordaça tava quente. Soltei com cuidado. Puxei a bola de borracha pra fora. Um fio de saliva veio junto, grosso, grudado no canto da boca dele.

Ele virou o rosto e cuspiu pro lado. Puxou o ar com força. O peito subiu de uma vez só, pesado.

— Cê é completamente maluca. Me deu choque no sovaco, pingou vela na minha coxa e agora virou justiceira mascarada?

Passei a coleira de couro pelo pescoço dele. O couro tava frio no começo. Ajeitei na garganta, sentindo o engulo dele contra a minha palma. Travei a fivela. Puxei a argola de metal e ergui o queixo dele. A boca ainda molhada. A barba arranhando meus dedos.

— Eu mando. Você obedece.

— Eu continuo sendo o dono desta cobertura.

— Cobertura confiscada.

— E da cama.

— Cama nacionalizada.

Rocco deu uma risadinha rouca. A garganta tremeu debaixo da coleira.

— Cê nem sabe o que significa nacionalizada.

— Significa que agora é minha e você é meu prisioneiro. Cala a boca, engenheiro.

— Cê vai pagar caro por cada segundo disso aqui, ruiva.

— Pago com juros.

Enfiei as mãos por baixo da camiseta preta grande. A renda da calcinha já tava úmida, colada. Desci a peça pelas pernas, devagar, sem sair de cima da cama. A renda raspou a pele interna da coxa. Arranquei. Joguei o pano direto na cara dele.

Rocco fechou os olhos. Puxou o ar pelo nariz. O tecido abafou a respiração dele por um segundo antes de ele cuspir o pano pro lado.

Passei as pernas abertas por cima do peito dele. A pele dele tava pelando. Avancei de joelhos até alinhar o quadril com o rosto dele. A barba raspou a parte de dentro da minha coxa. Ele olhou pra cima, direto pro meio das minhas pernas.

— O que cê vai fazer? — a voz dele saiu áspera.

— Ocupar a sua boca com trabalho útil.

Abaixei o corpo devagar.

Primeiro o calor. O hálito dele bateu quente na minha pele. Depois a barba, áspera, espetando. Aí a boca. O peso do meu quadril desceu na cara dele de vez. Rocco soltou um grunhido abafado. A vibração da voz dele bateu direto no meu clitóris.

Fechei os olhos. Cravei as unhas nos ombros dele. A ponta da língua dele passou firme, lenta, provando.

— Cê só sai daí se eu gozar muito gostoso — avisei, com a voz falhando, esfregando o quadril na barba dele. — Capricha, noivo.

Ele não precisou ouvir duas vezes.

Rocco abriu a boca e passou a língua inteira de baixo pra cima. Grossa. Firme. Uma lambida pesada, da entrada até o clitóris. Sugou com força. A precisão de quem conhecia o ponto exato. As correntes da cabeceira estalaram. Os braços dele puxaram as algemas, esticando os músculos dos ombros pra tentar alcançar a minha bunda, mas não deu alcance. A madeira rangeu.

Rebolei contra a boca dele. A barba lixando a minha pele. A língua entrava, saía, circulava o clitóris, dava mordida curta e puxava outra lambida de baixo pra cima. O som úmido ficou preso entre a boca dele e a minha carne. Quente. Ensopado.

— Isso... — soltei, perdendo o ar.

Ele sugou mais forte. Afundou o nariz. A língua entrou mais. Desci o peso do corpo inteiro, sentando na cara dele. Rocco grunhiu de novo, abafado, sem recuar um milímetro. Os ombros dele travaram. As correntes puxaram no limite.

Eu rebolava sem ritmo. Ele comia. Língua dentro, língua fora, pressão contínua no clitóris, dente de leve, saliva misturada escorrendo pro queixo dele. O cheiro de sexo tomou o quarto. Meus gemidos saíram sem filtro.

CAP. 436 — Eu mando. Você obedece. 1

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