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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 409

POV: SKY BITTENCOURT

— Nem pensar — respondi, rindo da cara de desespero dele. — A brincadeira acabou de começar.

Desci da cama, deixando Rocco bufando preso na cabeceira, usando apenas a cueca boxer preta que estava a ponto de rasgar com a rigidez dele.

Fui direto para a bancada de madeira nobre. Apoiei as mãos na cintura e encarei o arsenal organizado. Era hora de montar o meu kit de dominadora com exatamente quinze minutos de experiência teórica.

Peguei o chicote curto de tiras finas de couro. Peguei o bastão cromado que ele tinha praticamente me implorado para não encostar cinco minutos antes. Por último, juntei a mordaça com a bola vermelha de silicone e uma vela preta aromática de baixa fusão com um isqueiro do lado.

Equilibrei tudo nos braços e voltei desfilando para a cama.

Rocco arregalou os olhos verde-esmeralda assim que viu o carregamento na minha mão.

— Que porra é essa, Sky?

— Meu material de trabalho.

— Material para quê?

— Para você.

Os olhos verdes dele passaram pelo chicote, desceram para a mordaça e travaram com pavor no bastão cromado.

— Larga esse troço.

— Qual?

— Você sabe muito bem qual.

Ergui o bastão.

— Esse aqui?

— ESSE.

— Relaxa, Rocco.

— Toda vez que você fala para eu relaxar, alguma desgraça acontece comigo.

— Que homem dramático.

— Quatro horas atrás você estava quase desmaiando na privada, ruiva! Cinco minutos atrás perguntou o que metade das coisas deste quarto fazia! Agora volta carregando um arsenal de tortura!

— Reclama menos e colabora mais.

Rocco puxou as correntes da cabeceira, o ferro estalando seco:

— Me solta.

— Não.

— Sky.

— Não.

— Minha futura esposa...

— Continua reclamando que eu começo enfiando a mordaça.

Ele fechou a boca na hora, trincando o maxilar.

Sorri, satisfeita:

— Olha só. Já tô pegando o jeito da liderança.

Peguei o chicote e bati as tiras de couro contra a palma da minha mão esquerda. O barulho estalou alto. Subi no colchão, ficando de joelhos na lateral do corpo dele.

Desci a primeira chicotada na coxa grossa dele. Não coloquei força para machucar, só o suficiente para a pele arder e fazer barulho.

O quadril do Rocco deu um solavanco contra o colchão.

Arqueei uma sobrancelha:

— Gostou?

— Você b**e igual a uma velhinha.

Minha boca abriu de indignação:

— Repete.

— Velhinha aposentada.

Desci outro estalo, dessa vez bem no peitoral dele.

Rocco contraiu os dentes:

— Ai.

— Ahá! Sentiu, né?

— Se continuar batendo com essa preguiça, talvez até terça-feira eu sinta alguma coisa de verdade.

— Rocco Blackwood, você tá pedindo para apanhar?

— Tô dando feedback técnico.

— Ninguém pediu avaliação de desempenho, engenheiro.

Passei as tiras de couro pelo peito suado dele, descendo pelas costelas.

— Tá vendo só? — comentei, empinando o nariz. — Eu sei perfeitamente o que estou fazendo.

— Você tá segurando o chicote ao contrário.

Parei a mão no ar. Olhei para os meus dedos. Olhei para a cara dele.

— Não tô.

— Tá sim.

Virei o cabo discretamente entre os dedos.

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