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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 404

POV: ROCCO BLACKWOOD

Deixei o envelope pardo sobre o aparador da entrada e caminhei pelo corredor em direção à suíte.

A comida mexicana continuava fechada nas sacolas sobre a bancada. O cheiro de pimenta e temperos já tinha começado a se espalhar pela cozinha, mas eu não estava com cabeça para comer.

Parei diante da porta do quarto.

Bati duas vezes com os nós dos dedos.

— Sky?

Nenhuma resposta.

Esperei alguns segundos.

— Amor, abre para mim, por favor.

Ouvi um movimento abafado do outro lado. Depois, a voz dela veio rouca:

— Não.

Apoiei uma das mãos na madeira.

— Sky...

— É melhor você não entrar agora, Rocco.

— Por quê?

Silêncio.

— Porque se você entrar agora, eu acho que sou capaz de te matar.

Pisquei.

Justo.

— Tá bom.

Afastei a mão da porta.

— Então eu vou ficar aqui fora.

— O quê?

— Vou esperar.

— Rocco...

— Não vou entrar sem você deixar. Fica aí, xinga a parede, conversa com você mesma, faz o que precisar fazer. Eu espero.

Olhei para os dois lados do corredor.

Depois sentei no chão, encostando as costas na parede ao lado da porta.

— Estou aqui.

Silêncio.

Cruzei os braços sobre o peito.

Mais silêncio.

— E não adianta ficar batendo — ela avisou do outro lado.

— Não vou bater.

— Nem ficar me chamando.

— Tudo bem.

— Nem tentar abrir.

Olhei para a maçaneta.

— Você trancou.

— Rocco!

— Eu sei. Não vou tentar.

Fiquei quieto.

Passaram talvez dois minutos.

Ouvi passos.

Depois silêncio novamente.

Mais passos.

A chave girou.

Levantei do chão antes que a porta terminasse de abrir.

Sky apareceu na passagem.

Ela tinha trocado a minha camiseta por uma blusa vinho de gola alta e colocado uma calça jeans escura. Os cabelos ruivos ainda estavam úmidos, penteados para trás às pressas, e o rosto continuava vermelho.

Fiz menção de me aproximar.

A mão dela subiu imediatamente.

— Fica aí.

Parei.

— Tá bom.

Sky apontou para o chão.

— Aí.

Olhei para os meus próprios pés.

— Neste ponto específico?

— Rocco.

— Estou parado.

Ela cruzou os braços.

Eu esperei.

Sky coçou a têmpora com dois dedos.

Depois coçou de novo.

— Eu estou com raiva.

— Eu percebi.

— Muita raiva.

— Também percebi.

— E ciúme.

Assenti.

— Certo.

— Muito ciúme.

— Entendido.

Os olhos castanhos se estreitaram.

— Para de responder como se estivesse preenchendo um formulário!

— Eu estou tentando não falar a coisa errada.

— Então não fala nada!

Fechei a boca.

Ela ficou me olhando.

Cinco segundos.

— Você não vai falar nada?

Respirei pelo nariz.

— Você acabou de mandar.

— Ai, meu Deus!

Sky levou as duas mãos à cabeça e começou a andar de um lado para o outro.

— Eu estou tentando, Rocco. Juro que estou tentando. Passei não sei quanto tempo naquele banheiro tentando ser madura, racional, segura, adulta...

Ela parou.

— Desperdicei água.

Franzi a testa.

— O quê?

CAP. 430 — Porque se você entrar agora, eu acho que sou capaz de te matar. 1

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