POV/ ROCCO
Ela deu uma gargalhada solta, me empurrando pelos ombros:
— Agora vamos tomar banho.
— Agora não.
— Vamos sim! — ela me deu um empurrão mais forte, soltou o corpo e levantou num salto. — Quem chegar primeiro decide!
Sky saiu em disparada em direção à suíte.
— Ei! Isso não valeu! — gritei, correndo atrás dela.
Ela entrou no banheiro e bateu a mão no batente da porta:
— Valeu sim, cheguei primeiro!
Entrei logo atrás, encurralando a ruiva contra a bancada de mármore. Puxei a cintura dela para colar no meu corpo:
— Que tal um sexo rápido aqui dentro do chuveiro?
— Nada disso, Blackwood. A gente acabou de transar!
— E daí? Eu quero mais. Quero você o tempo todo.
Inclinei a cabeça e beijei a boca dela com vontade, sentindo a língua dela responder antes de ela virar o rosto:
— Não! Eu ganhei a corrida. Eu tô morrendo de fome agora. Comida primeiro, sobremesa depois.
Soltei um suspiro derrotado:
— Tá bom. Mas eu vou cobrar essa sobremesa mais tarde com juros.
— Pode cobrar. Agora liga para pedir alguma coisa bem apimentada. Daquelas comidas mexicanas que ardem a língua, para combinar com o fogo desse final de semana.
— Deixa comigo.
Liguei a água morna da ducha para ela e saí do banheiro.
Voltei para a sala. Peguei o celular na mesinha de centro, disquei para o restaurante mexicano e pedi duas porções caprichadas, cheias de pimenta, acompanhadas de suco e sobremesa.
Enquanto o pedido não chegava, olhei para o sofá. As manchas de suor e a tinta borrada marcavam o couro escuro. Peguei um pano úmido, passei na superfície para tirar o excesso e joguei uma manta grossa cinza por cima para cobrir o assento até a gente limpar direito.
Voltei para a suíte. Sky já estava saindo do box, enrolada na toalha.
Tirei a bermuda de novo, entrei debaixo da água morna e tomei uma ducha rápida, tirando o suor do corpo e a tinta que tinha escorrido no meu peito.
Desliguei o chuveiro, amarrei uma toalha na cintura e caminhei para o quarto.
Sky estava parada na frente do meu guarda-roupa aberto. Ela segurava uma camiseta preta minha de algodão largo em uma mão e o marcador permanente na outra.
Ela virou para mim com aquele sorriso travesso:
— Vem cá.
Cheguei perto. Sky ergueu o braço, encostou a ponta de feltro bem no centro da minha testa e escreveu em letras garrafais:
SKY.
Logo em seguida, desceu a caneta e desenhou dois corações tortos, um em cada uma das minhas bochechas.
Ela deu um passo para trás admirando o resultado, rindo gostoso:
— Agora sim o meu noivo tá devidamente identificado.
Ela vestiu a minha camiseta preta pela cabeça. O tecido caiu folgado, batendo na metade das coxas fartas, cobrindo os seios sem sutiã.
Olhei para as pernas grossas dela totalmente nuas por baixo:
— Pelo menos bota uma calcinha, Sky. Se você andar pela cobertura desse jeito, sem nada por baixo, a comida vai esfriar e a gente volta para essa cama agora mesmo.
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