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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 396

POV/ ROCCO

Fiquei encarando a tela por longos segundos sem conseguir piscar.

Minha respiração simplesmente parou. Fiquei com a boca entreaberta encarando a tela, e só me dei conta de que não estava respirando quando o peito começou a queimar pela falta de ar.

A caligrafia dela desenhada no meu corpo trazia de volta cada conversa que tivemos, cada vez que pedi para ela se mudar para a minha casa, cada resistência teimosa dela com medo de perder a independência.

Pousei o celular de lado no chão, sem desviar os olhos dela.

Sky continuava me olhando com as bochechas coradas, mordendo o lábio inferior com um tiquinho de nervosismo ao ver o meu silêncio:

— O que foi? Ficou sem palavras, senhor dono do mun...

Não deixei ela terminar a frase.

Avancei de joelhos pelo tapete, enfiei a mão na nuca dela e puxei o corpo macio da Sky direto contra o meu peito. Puxei as coxas dela junto com o movimento até nós dois ficarmos ajoelhados no centro da sala, colados da cintura para cima, respirando o mesmo ar.

Minha boca cobriu a dela com uma fome desesperada, intensa e carregada de tudo o que estava entalado na minha garganta há meses. Sky soltou um gemido surpreso contra os meus lábios, mas no segundo seguinte as mãos pequenas dela subiram para os meus ombros e se cravaram no meus ombros, me puxando para ainda mais perto enquanto eu a beijava com toda a verdade que existia dentro de mim.

Meus olhos arderam.

Duas lágrimas mornas escaparam e escorreram pelo meu rosto sem que eu fizesse a menor força para conter.

Um filme inteiro passou pela minha cabeça no ritmo acelerado daquele beijo: o dia em que botei os olhos nela pela primeira vez; cada b**e-boca, as vezes em que ela b**eu a porta e foi embora me deixando sozinho; o primeiro beijo; a primeira vez em que a pele macia dela tremeu debaixo de mim; a dor no peito quando ela disse que me odiava com lágrimas nos olhos; e cada crise cega de ciúme que me desmontou inteiro toda vez que outro homem respirou perto dela. O dia em que ela foi embora, o dia em que ela voltou. O dia em que descobri que a amava. Todos os momentos com ela. As noites de entrega e todos os "eu te amo".

Aquela ruiva gordinha era a minha gravidade. O centro de qualquer decisão que eu tomasse pelo resto da minha vida. Eu amava a Sky muito mais do que jamais fui capaz de amar a mim mesmo.

Rompi o contato devagar, com o peito subindo e descendo descompassado contra o dela. Espalmei as duas mãos no rosto dela, sentindo a quentura gostosa das bochechas coradas, e olhei fundo naqueles olhos castanhos marejados.

— Tem dias que eu já acordo pensando em você, Sky — falei com a voz embargada, raspando no fundo do peito. — Antes mesmo de abrir os olhos, a primeira coisa que vem na minha cabeça é o seu rosto. Desde o dia em que os meus pais morreram, eu carregava um buraco aberto no peito. Um vazio desgraçado que nunca fechava. O meu mundo era cinza, sem graça, sem cor nenhuma. Eu vivia no piloto automático, mandando em empresas e me enfiando na cama com qualquer mulher que aparecia na minha frente porque nada daquilo tinha significado. Eu não tinha um propósito real para existir. Até você entrar na minha vida e preencher cada pedaço com essa sua marra. Você deu cor, você me deu sentido e significado para tudo, Sky Bittencourt... quer dizer Sky Blackwood.

Sky prendeu o ar, os lábios entreabertos e trêmulos acompanhando cada palavra minha.

Passei os polegares pela pele macia dela, puxando o fôlego para continuar:

— E toda vez que a gente brigava e você batia a porta, me dava um pavor do caralho. Em fração de segundo eu sentia o meu mundo desabar inteiro, achando que aquele vazio do passado estava voltando para me engolir de novo. Caía a ficha de que eu ia ficar sem te ver e o desespero tomava conta da minha cabeça.

Encostei a minha testa na dela, sentindo a respiração quente queimar contra a minha boca:

— Tem gente que tem cheiro de rosa, de avelã... aquele perfume doce de toda manhã. Mas você tem tudo, ruiva. Você tem muito, muito mais do que um dia eu tive a audácia de sonhar para mim. Você tem essa pureza linda de anjo e a fúria estressada de um pequeno demônio que me tira do eixo. Eu trocaria absolutamente tudo o que eu construí só para ter você aqui nos meus braços.

Apertei os dedos na nuca dela, sustentando o olhar marejado da mulher da minha vida:

— Eu troco a minha paz por um beijo seu. Troco o meu destino inteiro só para viver o seu. Troco a minha cama para você dormir na sua... se bem que é muito melhor você vir dormir na minha cama king-size, que cabe nós dois folgados. Eu troco mil estrelas para te dar a lua, faço tudo o que você quiser... e te dou o meu sobrenome agora mesmo, no papel e no cartório, se você quiser.

Duas lágrimas finas desceram pelo rosto da Sky.

Ela ergueu as mãos trêmulas até as minhas bochechas, deslizando as pontas dos dedos para secar a umidade da minha pele. O choro dela estava preso na garganta, mas aquele sorriso teimoso e descarado que eu conhecia tão bem começou a se abrir devagar, quebrando qualquer aperto no peito:

— Casa comigo? Rocco Blackwood.

Fiquei completamente estátua no chão. O ar travou no meio dos meus pulmões.

— O quê?

Sky sustentou o meu olhar sem vacilar um milímetro, com a voz firme apesar das lágrimas que teimavam em cair:

CAP. 422 -  SE VOCÊ QUISER! 1

CAP. 422 -  SE VOCÊ QUISER! 2

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