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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 391

POV: ROCCO BLACKWOOD

Eu administrava uma multinacional de engenharia pesada, fechava contratos de nove dígitos antes do almoço e liderava negociações implacáveis em três continentes.

Mesmo assim, depois de quarenta minutos sentado no tapete da minha própria sala, eu estava falido.

Completamente falido.

A Sky não apenas ganhou o jogo. Ela me depenou vivo.

A ruiva comprou metade do tabuleiro, encheu os bairros mais caros de casinhas de plástico e montou um esquema de extorsão imobiliária tão agressivo que eu comecei a questionar seriamente se ela tinha escolhido a profissão errada.

Cada vez que os meus dados caíam em uma propriedade dela, aquela mão pequena se estendia na minha direção.

— Aluguel.

— De novo?

— Caiu na minha propriedade.

— Você tem propriedade demais.

— Isso se chama investimento inteligente.

Entreguei mais duas notas coloridas.

Sky contou o dinheiro com a concentração de uma agiota.

Joguei os dados outra vez.

Caí em outra propriedade dela.

A mão apareceu.

— Aluguel.

Olhei para a mão.

Depois para a cara dela.

— Você parece um ladrão.

— Um ladrão com patrimônio.

— Você devia ter feito Administração em vez de Arquitetura.

— Por quê?

— Porque você tem talento natural para destruir financeiramente os outros.

Ela abriu um sorriso enorme.

— Obrigada.

— Não foi um elogio.

— Eu aceitei como um.

Passei a mão pelo cabelo e olhei para o meu lado do tabuleiro.

Restavam três notas.

Três.

Eu era dono de uma empresa avaliada em bilhões e estava contando dinheiro de brinquedo para descobrir se conseguiria sobreviver a mais uma rodada.

Sky balançou os dados dentro das mãos.

— Está nervoso, senhor Blackwood?

— Não.

— Sua testa está pulsando.

— Minha testa não pulsa.

— Tem uma veia quase pedindo socorro.

— J**a essa merda.

Ela gargalhou e lançou os dados.

Minutos depois, eu entreguei a última nota.

Sky puxou o dinheiro para o lado dela e bateu palminhas.

— Faliu!

Fiquei olhando para o espaço vazio diante de mim.

— Não é possível.

— É perfeitamente possível. Acabou de acontecer.

— Você tomou tudo.

— Eu avisei que ia levar seu patrimônio.

— Você tomou até as empresas de serviço público.

— Negócios são negócios.

— Você não tem coração.

— Tenho. Mas ele não participa de transações imobiliárias.

Soltei o ar pelo nariz e joguei os dados no meio do tabuleiro.

Eu odiava perder.

Odiava perder contratos. Odiava perder discussões. Odiava perder uma partida idiota com dinheiro de papel.

E perder para a minha mulher, que estava sentada na minha frente usando um vestidinho cinza curto e sorrindo como se tivesse acabado de conquistar Wall Street, estava acabando com o pouco de dignidade que me restava.

— Chega.

— Chega nada.

— Você já levou tudo.

Sky apoiou o queixo nas mãos.

— Seu dinheiro acabou.

— Exatamente.

Sky terminou de empilhar o último maço de notas coloridas do lado dela. O meu lado do tapete estava completamente limpo.

O sorriso dela mudou. Aquele brilho malandro e perigoso tomou conta dos olhos castanhos.

— Bom, já que você faliu e o seu dinheiro acabou, agora você pode começar a tirar a roupa.

Fiquei encarando a cara de pau dela por dois segundos.

— O quê? Ficou maluca?

— Ué, Blackwood! Ficou sem patrimônio, paga com o que tem. Pode ir tirando a camisa.

— Eu não vou tirar roupa de graça só porque você teve sorte em um jogo de tabuleiro — retruquei, soltando um meio-sorriso arrogante. — Se você quer me ver pelado na sua frente, vai ter que colocar esse vestidinho cinza em risco também.

Ela arqueou a sobrancelha, curiosa:

— E como você sugere fazer isso?

— Strip poker. Cinco cartas fechadas. Quem perder a mão tira uma peça de roupa.

Sky me encarou, avaliou a proposta e abriu um sorriso largo:

— Strip poker? Você que sabe. Parece uma excelente ideia para eu humilhar você duas vezes no mesmo domingo.

— Tem certeza, Bittencourt? — puxei a caixinha de cartas que estava jogada perto do tabuleiro. — Você vai perder esse vestido em duas rodadas.

Ela ajeitou as pernas no tapete, empinando o queixo com deboche:

— Menos conversa fiada e mais cartas na mesa, Blackwood. Embaralha.

Cortei o baralho e distribuí cinco cartas para cada um.

Estava convencido de que finalmente o jogo viraria a meu favor.

Não virou.

Na primeira mão, perdi a camiseta.

Olhei para as cartas abertas.

Depois para Sky.

— Você está roubando.

— Já começou?

— Isso é estatisticamente suspeito.

— Tira a camiseta.

— Sky...

— Perdeu.

Puxei a camiseta pela gola e joguei no sofá.

Os olhos dela percorreram meu peito.

— Próxima.

— Está gostando demais disso.

— Muito.

Distribuí novamente.

Na segunda rodada, ela abriu as cartas na minha frente.

Fiquei olhando para a combinação.

Depois olhei para ela.

— Não.

Sky abriu um sorriso.

CAP. 417 - SKY A VENCEDORA DE TODOS OS JOGOS 1

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