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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 390

POV/ SKY

Ele falou aquilo com uma seriedade tão absurda que precisei morder a parte interna da bochecha.

— Entendi.

— Eu sou insaciável quando o assunto é você, ruiva. Se eu encostar a mão no seu corpo durante o dia você não vai aguentar o que vem de noite, e aí quando a gente for buscar seu pai no hospital, você que precisará ficar internada.

Levei a mão à testa.

— Você não existe.

— Aceita que dói menos.

— Já está doendo bastante, obrigada.

O sorriso dele aumentou.

— Então funcionou.

— Não fica orgulhoso disso!

Rocco soltou uma risada.

Olhei para a montanha de caixas em cima da bancada e balancei a cabeça:

— Tá bom. Vamos jogar. Mas apostado. O que você quer perder primeiro?

Rocco estendeu a mão, puxou a caixa grande do Banco Imobiliário do meio da pilha e colocou na minha frente com um ar vitorioso:

— Vamos começar por esse aqui, com certeza. Eu sou bilionário e entendo de dinheiro, imóveis e negócios melhor do que ninguém.

Soltei uma gargalhada na cara dele:

— Nisso aqui? Eu levo você à falência em meia hora!

— Você?

— Eu.

— Vai me levar à falência?

— Com gosto.

— Quero ver.

— Você vai chorar.

— Bittencourt, eu administro empresas.

— E daí? Banco Imobiliário destrói famílias.

Rocco abriu a boca para responder, mas parou.

O olhar dele desceu.

E ficou.

Esperei.

Nada.

— Rocco?

Silêncio.

Olhei para mim mesma.

Depois para ele.

— Que cara lerda é essa, homem?

Ele soltou o ar pelo nariz.

— Sky...

— O quê?

— Você não podia ter colocado uma calça de moletom comprida e meias coloridas?

Olhei para o meu vestido.

Depois para ele.

Um sorriso apareceu na minha boca.

— Por quê, senhor Blackwood? Isso aqui atrapalha a sua concentração no jogo?

Segurei as laterais da barra do vestido e ergui o tecido o suficiente para provocar.

Os olhos dele acompanharam o movimento.

— Sky.

— Sim?

— Abaixa isso.

— Achei que você tivesse autocontrole.

— Eu tinha.

— Tinha?

— Antes de conhecer você.

Minha risada escapou.

— Problema seu.

Rocco avançou e me puxou pela cintura.

— É exatamente esse o problema.

A boca dele encontrou a minha.

O beijo do Rocco sempre fazia alguma coisa absurda comigo. Bastava ele encostar os lábios nos meus para metade das minhas decisões conscientes pedir demissão.

Meus braços subiram quase por reflexo e envolveram o pescoço dele enquanto o beijo se aprofundava. Por alguns segundos, esqueci completamente os jogos, as minhas pernas doloridas e a promessa silenciosa de preservar o pouco de dignidade física que ainda me restava.

Quando ele se afastou, continuei com as mãos presas no pescoço dele, tentando recuperar o fôlego.

— Meu Deus do céu...

Rocco encostou a testa na minha.

— O quê?

— Como você consegue beijar tão bem?

O sorriso arrogante apareceu imediatamente.

— Eu faço tudo bem, ruiva.

Revirei os olhos.

— Pronto. Alimentei o monstro.

— Você perguntou.

— Foi um momento de fraqueza.

Rocco respirou fundo, soltou minha cintura e deu dois passos para trás.

Passou a mão pelo rosto.

— Vai vestir uma calça.

Comecei a rir.

— Não.

— Sky.

— Aprende a se controlar, Blackwood.

— Eu estou tentando.

CAP. 416 - — Eu sou insaciável quando o assunto é você, ruiva. 1

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