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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 389

POV/ SKY

Jussara.

Meu sorriso morreu.

A imagem daquela mulher elegante ao lado dele apareceu na minha cabeça sem ser convidada.

Balancei o rosto com força.

— Não. Sem Jussara. Pelo amor de Deus, Sky. Hoje não.

Mordi o sanduíche.

Mastiguei.

Jussara.

— Eu falei não.

Outra mordida.

Bonita.

— Cala a boca.

Rica.

— Cala a boca!

Elegante.

Larguei o sanduíche no prato.

— Você não tem outra coisa para fazer, cérebro?

Aparentemente, não.

O problema foi que meu cérebro, aquela criatura traiçoeira que aparentemente não suportava me ver feliz por mais de trinta segundos consecutivos, resolveu trabalhar.

Terminei de comer antes que a minha própria cabeça inventasse um casamento completo, três filhos loiros e uma capa de revista com Rocco e Jussara sorrindo para mim.

Coloquei a bandeja de lado e joguei as pernas para fora do colchão.

Quando apoiei os pés no chão, meus joelhos quase cederam.

Segurei a beirada da cama.

— Filho da mãe.

Dessa vez, com mais sentimento.

Minha bacia parecia ter sido montada novamente por alguém que perdeu o manual de instruções.

Fui me arrastando pelo quarto até o banheiro da suíte e parei diante do espelho grande da pia.

Meu Deus.

Meu cabelo parecia um ninho de mafagafos. Os lábios estavam inchados e avermelhados pelas mordidas dele, duas marcas roxas apareciam no meu pescoço e minhas coxas ainda exibiam sinais da intensidade da noite anterior.

Apoiei as duas mãos na bancada de mármore.

— Olha para a sua cara, Sky Bittencourt.

Meu reflexo não pareceu impressionado.

— O que é que você vai sentir quando vir aquele homem de terno do lado da noiva falsa bonita, fingindo que os dois são o casal do ano para a imprensa?

Fiquei em silêncio.

— Nada. Você vai sentir nada. Porque você é uma mulher adulta, madura e emocionalmente equilibrada.

Olhei bem para mim mesma.

— Mentira.

Soltei o ar.

— E se ele se apaixonar por ela?

Fechei os olhos.

— Não.

Abri.

— Mas e se?

— Não!

— Ela é rica.

— Sky...

— Tem classe.

— Para.

— Provavelmente fala baixo.

Fiz uma careta.

— Isso realmente j**a muito contra mim.

Apontei para o espelho.

— Para de se humilhar!

Meu próprio dedo continuou apontado para mim.

— Você viu os dois se beijando naquele dia na porta da casa dele.

A lembrança apertou meu estômago.

— Parabéns, Sky Bittencourt. Você vai ser uma das primeiras mulheres da história a virar corna com conhecimento prévio. Corna consentida. Corna administrativa. Com contrato, prazo de validade e provavelmente reconhecimento de firma.

Bati com a palma da mão na testa.

— Para de pensar merda!

Respirei fundo.

— O Rocco te ama.

Silêncio.

— Ele te ama.

Assenti para mim mesma.

— Aquele homem é completamente maluco por você. Acabou de trazer café na cama. Escreveu “te amo” cinco vezes num papel. Quase implorou para você morar aqui. Você sabe que ele te ama.

Meu reflexo pareceu concordar por aproximadamente dois segundos.

Então minha boca se abriu de novo.

— Mas...

— NÃO TEM “MAS”!

A minha própria voz ecoou pelo banheiro.

Fiquei parada.

— Meu Deus. Eu estou discutindo comigo mesma.

Puxei o ar.

— Eu preciso de terapia.

Fiz uma pausa.

— Muita terapia.

Olhei para as olheiras.

— Umas três vezes por semana.

Passei a mão pelo rosto.

— Talvez quatro.

Abri a torneira e joguei um pouco de água no rosto.

CAP. 415 - INSEGURANÇA  & Homem muito fofo 1

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CAP. 415 - INSEGURANÇA  & Homem muito fofo 3

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