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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 388

POV: SKY BITTENCOURT

Eu já tinha virado noites inteiras em claro na frente do computador. Já tinha emendado três turnos seguidos entregando projeto de faculdade e corrigindo trabalho até a vista embaçar de sono. Mas eu nunca, em toda a minha existência, tinha acordado tão destruída e tão absurdamente satisfeita ao mesmo tempo.

Eu tinha gozado tantas vezes naquelas ferramentas da sala vermelha que perdi as contas ainda na metade da madrugada. Meu corpo inteiro doía em um protesto generalizado. Minhas pernas pareciam duas gelatinas inúteis e eu tinha sérias dúvidas se ainda possuía uma bacia funcional.

Quando a maratona finalmente acabou, Rocco me pegou no colo como se eu não pesasse nada, me levou para o chuveiro, ensaboou meu corpo debaixo da água quente e me colocou naquela cama king-size. Apaguei antes mesmo de a minha cabeça afundar direito no travesseiro.

Rolei de lado com lentidão.

O colchão ao meu lado estava frio e vazio.

Soltei um suspiro irritado contra o lençol.

Incrível.

Esse homem tinha a mania irritante de nunca estar na cama quando eu acordava. Custava ficar deitado mais dez minutos para eu poder abrir os olhos abraçada com ele? Não. Não custava absolutamente nada. Mas o senhor dono do mundo precisava sempre levantar primeiro.

Apoiei os cotovelos no colchão e passei a mão pelo cabelo embaraçado, sentindo os nós da trança desfeita.

Será que pelo menos estava preparando café da manhã?

A maçaneta girou com um clique metálico.

A porta se abriu devagar e Rocco apareceu no vão, vestido apenas com uma calça de moletom cinza folgada, o peito largo completamente à mostra e uma bandeja enorme de café da manhã nas mãos.

— Oi.

Olhei para ele.

Olhei para a bandeja.

Voltei a olhar para ele.

— Ai, meu Deus do céu.

Rocco parou na beirada da cama e arqueou uma sobrancelha.

— O que foi?

— Eu acabei de pensar se você estava preparando café da manhã para trazer na cama.

O canto da boca dele subiu naquele meio-sorriso convencido que sempre me dava vontade de jogar alguma coisa na cabeça dele.

— Então eu li a sua mente, ruiva.

— Ah, como se você fosse muito difícil de ler, senhor Blackwood.

— Claro que eu sou.

— Você aparece sem camisa carregando comida depois de quase acabar comigo durante a madrugada. O mistério praticamente se resolve sozinho.

Ele soltou uma risada baixa e contornou a cama.

— Eu sou um homem extremamente complexo.

— Aham. Sexo, trabalho, controle e a necessidade patológica de ter razão.

— Faltou engenharia.

— Perdão. Sexo, trabalho, engenharia, controle e a necessidade patológica de ter razão.

— Agora ficou ofensivo.

— Agora ficou preciso.

Rocco pousou a bandeja aos meus pés e sentou no colchão ao lado dos meus joelhos.

— Ontem a sessão passou um pouco dos limites. Achei justo trazer um agrado para compensar o estrago.

Arregalei os olhos.

— Um pouco?

— Um pouco.

— Rocco, eu não estou sentindo as minhas pernas.

— Você está mexendo elas.

Mexi os dedos dos pés debaixo do lençol.

— Movimento involuntário. Não significa nada.

A gargalhada rouca dele encheu o quarto.

Apontei o indicador para o peito dele.

— Você é um destruidor de mulheres, Rocco Blackwood. Um perigo para a saúde pública. Eu devia abrir uma denúncia.

— Para quem?

Parei para pensar.

— Não sei ainda. Mas deve existir algum órgão responsável por isso.

— Quando descobrir, me avisa.

— Vou pedir indenização.

— Pago em sessões?

— NÃO!

Ele riu e se inclinou na minha direção, diminuindo o espaço entre nós. Os olhos verdes desceram para a minha boca.

Bati as duas mãos no peito nu dele.

— Não me beija!

Rocco parou.

— Por quê?

— Porque eu sou capaz de matar você.

Ele olhou para os meus braços, depois para o meu estado deplorável na cama.

— Com o quê, exatamente?

— Com o meu bafo. Eu acabei de acordar e não escovei os dentes.

O sorriso dele aumentou.

— Você ficou traumatizada com aquele dia.

— Claro você me proibiu de sair do banheiro, antes de escovar o dentes. — Expliquei fazendo bico.

— Eu exagerei daquela vez só para te irritar.

— Conseguiu.

— Mas eu quero te beijar e te comer de qualquer jeito, Sky. Descabelada, amassada, com bafo matinal e essa cara inchada de sono.

Fiquei olhando para ele.

— Nossa.

— O quê?

— Você é tão romântico.

— Eu sei.

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