POV/ ROCCO
Ela calou. A respiração curta. O sorriso teimoso ainda no canto, mas a boca fechada.
Peguei a venda. Veludo. Passei nos olhos castanhos. Amarrei atrás da cabeça, cuidado com a trança. O mundo dela apagou. Sobrou o som. Meu passo no piso. O metal. A respiração dela. Os prendedores. A buceta aberta no ar frio.
Desci.
Na coxa. A palmatória ficou na bancada. A vela não. Acendi. A chama baixa. Inclinei. Um pingo na coxa de dentro. Sky puxou o corpo inteiro, um gemido rouco, a carne tremente. Outro pingo. Mais perto da virilha. O terceiro na virilha, quente, escorrendo um fio curto. Ela se contorceu nos estribos, as coxas tentando fechar, o metal segurando. Quarto. Em volta da buceta. Não no clitóris. Ao redor. A cera branca na pele branca, a luz vermelha em cima. Ela gemeu alto.
— Porra— Rocco—
Gelo.
O cubo na ponta dos dedos. Passei onde a cera ainda estava quente. Coxa. Virilha. O contraste. Ela soltou um som ofendido, o quadril pulando no couro, sem sair do lugar. O cubo na buceta. De leve. Nos lábios. Ela gritou no peito, a cabeça pendendo mais, a boca aberta. Tirei. Língua quente no mesmo lugar, um lambe só, e ela xingou meu nome.
O aparelho de choque. Curto. Duas vezes. Coxa de dentro, perto da virilha. Um estalo seco na pele. Sky arqueou. Outro. Ela puxou as algemas.
— Isso aqui é só pra acordar — falei, já largando o aparelho de volta na inox. — Você já conhece. A gente já fez. Não é o prato.
— Por que você quer acordar meu corpo?
— Porque o que eu vou fazer agora é pra você perder o sentido.
Ela já estava gemendo. Baixo. Sem graça agora.
Agachei no meio das pernas.
O cheiro dela. Quente. A calcinha azul aberta, a buceta brilhando, os lábios inchados, o clitóris à mostra entre as coxas grossas. Os estribos prendendo. A cera na virilha. O gelo ainda um fio frio. Os prendedores subindo e descendo com a respiração. A venda. A trança. Minha.
Olhei pra cara dela mesmo ela sem me ver.
— Eu vou te fazer o melhor oral da sua vida. — A mão na coxa, o polegar abrindo ela um pouco mais. — E você não pensa em outro homem nunca mais.
Ela riu. Rouco. Teimoso. Sem ar.
— Tudo isso só pra eu não pensar em outro?
— Entre outras coisas.
O pau já estava duro na calça. Grosso. O big black latejando contra o zíper, pesado, querendo entrar. Ignorei. Agora era a boca.
Óleo.


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