POV/ ROCCO
Sky engoliu em seco, mas não recuou. Ela deu um passo curto à frente, colou o corpo macio contra o meu peitoral nu e ergueu a mão para acariciar o meu rosto, tentando achar aquela brecha de carinho para desarmar a minha postura.
Segurei o pulso dela no meio do caminho. Fechei os dedos com firmeza e desci o braço dela sem desviar o olhar.
— Aqui dentro não, ruiva — avisei com a voz baixa e rouca. — Aqui dentro quem dá as ordens sou eu.
Puxei o queixo dela para cima com a outra mão e tomei a boca da Sky em um beijo profundo e molhado. A língua dela veio de encontro à minha, quente e cheia de vontade, buscando o atrito que eu tinha negado o dia inteiro. Apertei a cintura dela com força, colando a pelve macia na minha coxa até arrancar um gemido abafado do fundo da garganta dela.
Cortei o beijo de repente, deixando os lábios dela entreabertos e inchados.
— Vem comigo.
Puxei a Sky pela mão até a lateral da mesa acolchoada.
— Sobe e deita.
— O quê? — os olhos castanhos arregalaram de novo, medindo a altura do estofado. — De costas nisso aí?
— Deita, Sky. Agora.
Ela me encarou por dois segundos, tentando achar qualquer espaço para negociar. Não achou. Subiu o pequeno degrau de apoio e deitou o corpo de costas no couro preto macio.
Ajustei a posição dela na bancada. Segurei os ombros da ruiva e puxei o corpo para cima até a cabeça dela pender para trás no corte côncavo da cabeceira, deixando a linha do pescoço esticada e o queixo apontado para o alto.
Ergui os braços dela acima da cabeça, abrindo as mãos da Sky até os encaixes superiores de metal. Travei os pulsos finos nas algemas largas de couro forrado, apertando as fivelas no ponto exato para dar firmeza sem cortar a circulação.
Em seguida, desci até o final da bancada. Segurei os tornozelos grossos da Sky, erguendo as pernas dela até encaixar as canelas nas conchas dos estribos mecânicos. Girei as roscas de metal nas duas laterais, afastando as hastes para fora até as coxas dela ficarem bem abertas e inclinadas para cima, suspensas sem qualquer apoio no chão.
Dei dois passos para trás e admirei o quadro.
A visão daquela mulher daquele jeito quase quebrou o meu autocontrole no meio. A Sky estava completamente exposta na minha frente, presa pelas quatro pontas, com o quadril farto e as coxas grossas escancaradas para mim. A fenda da calcinha azul não escondia nada, deixando o calor e a umidade dela brilhando sob a luz vermelha da sala. Os seios fartos subiam e desciam em um ritmo descompassado, e os mamilos escuros endureciam com o ar frio que batia na pele quente.
Me aproximei da lateral da mesa e apoiei as duas mãos no metal frio, curvando meu tronco sobre o dela. Rocei meus lábios na curva da mandíbula esticada dela, mordiscando a pele macia até ouvir o primeiro arfar rouco escapar da garganta da Sky.
Ela tentou mexer as pernas presas nos estribos, frustrada pela imobilidade, mas abriu aquele sorriso descarado:
— Se for tão intenso quanto foi ontem, desse jeito eu nunca mais vou precisar de outro homem na vida.
Parei no mesmo instante. Levantei a cabeça devagar e encarei a ruiva com os olhos semicerrados.
— O quê, Bittencourt?
Sky piscou rápido, tentando fingir inocência com uma risadinha sonsa:
— Nada. Não falei nada, não.
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