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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 382

POV: ROCCO BLACKWOOD

Depois do café da manhã, puxei a ruiva pelo pulso devagar, ajudando o corpo mole dela a levantar. Ela resmungou um palavrão baixinho quando os pés descalços tocaram o piso de madeira, sentindo o peso do cansaço muscular da madrugada cobrar a conta nas pernas.

Levei a minha mulher direto para o banheiro da suíte. Liguei o chuveiro duplo no teto, deixando a água quente criar uma cortina densa de vapor que embaçou o vidro do box em poucos segundos. Entramos juntos debaixo do jato.

Segurei o sabonete líquido de amêndoas e espalmei nas mãos, passando a espuma com cuidado pela pele alva dela. Lavei a nuca, desci pelas escápulas marcadas pela cera da noite anterior e contornei a linha da cintura, limpando cada vestígio de suor com movimentos lentos. Sky fechou os olhos, encostando a testa no meu peito molhado e soltando o ar devagar, deixando a água quente relaxar os músculos travados.

— Você tá me mimando demais para quem prometeu me quebrar inteira de novo — ela murmurou com a voz rouca, os braços finos contornando a minha cintura.

— Eu cuido do que é meu — respondi rente ao topo da cabeça dela, deslizando os dedos pelas nádegas avermelhadas com uma pressão suave. — E você precisa de energia se quiser aguentar o que eu planejei para mais tarde.

Desliguei o registro, enrolei o corpo dela em uma toalha felpuda e peguei outra para mim.

Fomos para a cozinha no início da tarde. Preparei um almoço simples e reforçado na bancada de mármore: filé grelhado, risoto rápido e suco natural. A Sky sentou em uma das banquetas altas usando apenas uma camiseta preta minha que batia no meio das coxas grossas dela. Ela comeu com vontade, dividindo o prato comigo entre garfadas e provocações, rindo da minha cara sempre que eu ameaçava tirar a comida da frente dela.

A tarde correu sem pressa, no compasso preguiçoso que a gente quase nunca conseguia ter.

Ficamos na sala grande. Sentei no sofá de couro com o notebook no colo, adiantando minutas de contrato com os advogados e organizando as cláusulas para encerrar a sociedade com a Jussara o mais rápido possível. A Sky se ajeitou do meu lado, com os cadernos de estudo espalhados na mesa de centro, concentrada na reta final do concurso dela. Em algum momento, ela jogou as duas pernas por cima das minhas coxas e continuou lendo as anotações.

Pousei o computador de lado e puxei a ruiva para sentar no tapete felpudo, bem no meio dos meus joelhos. Peguei a escova de cabelo e comecei a desembaraçar os fios vermelhos compridos com calma, puxando as mechas devagar para não machucar o couro cabeludo. Dividi o volume em três partes e trancei o cabelo dela do jeito que ela gostava, apertando a raiz no ponto certo.

A respiração dela foi pesando. Antes que a trança chegasse na ponta, a cabeça da Sky tombou para trás, apoiando o peso morto na minha perna. Ela tinha apagado de exaustão.

Larguei a fita de prender, deitei com ela ali mesmo no tapete macio e puxei uma manta para cobrir nós dois. Dormimos abraçados por quase três horas, embalados pelo silêncio da cobertura e pelo som distante da cidade lá fora.

Acordei quando o céu de Porto Alegre já começava a escurecer, pintando as janelas de vidro do teto ao chão com um tom cinza e alaranjado.

CAP. 408 - — Eu cuido do que é meu 1

CAP. 408 - — Eu cuido do que é meu 2

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