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A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário romance Capítulo 297

POV/ SKY

E não era um amor bonitinho, comportado, que cabia dentro de uma caixinha com laço.

Era o tipo de amor que tinha entrado na minha vida de salto alto, derrubado os móveis, quebrado algumas paredes e agora estava sentado no meio da sala, olhando para mim com aqueles olhos verdes de filho da puta, como se não tivesse acabado de transformar minha existência numa novela mexicana de orçamento baixo.

Eu amava o Rocco.

Amava o homem.

Amava a voz dele.

Amava o jeito como ele dizia meu nome.

Amava quando ele me chamava de meu amor.

Amava o corpo dele.

Amava a boca dele.

Amava até aquela mania irritante de achar que conseguia resolver tudo no mundo simplesmente porque tinha dinheiro, influência e provavelmente um exército particular escondido em algum lugar.

E, infelizmente, também amava a rola dele.

Muito.

Era um detalhe importante.

Talvez não fosse o momento mais adequado para pensar no Big Black, mas meu cérebro claramente não estava recebendo orientação jurídica sobre o que era ou não apropriado naquele momento.

Eu queria aquele homem.

Queria o nome dele.

Queria o sobrenome dele.

Queria acordar com ele, brigar com ele, comer com ele, viajar com ele, envelhecer com ele.

Queria ficar.

E talvez fosse justamente isso que tornasse tudo tão assustador.

Porque, pela primeira vez na minha vida, eu não estava pensando em como fugir dele.

Eu estava pensando em como ficar.

E aí vinha a porra da realidade com um megafone:

ELE ESTÁ NOIVO DE OUTRA MULHER.

Fechei os olhos.

— Ai, meu Deus...

— Sky?

— Não fala comigo.

— Eu só—

— Não fala!

Ele fechou a boca.

Continuei olhando para o nada.

Se eu ficasse com Rocco, eu estava entrando naquela família inteira.

Não era só ele.

Era o avô.

A avó.

Ravi.

Chris.

O tio.

As empresas.

As ações.

A herança.

Aquela gente tinha problemas suficientes para abastecer uns quinze psicólogos e três temporadas de série.

E eu estava ali, no meio de tudo aquilo, usando a camiseta dele, sem nada por baixo e com uma aliança no dedo.

Uma aliança.

Olhei para a minha mão.

O diamante brilhou sob a luz da sala.

— Ah, não.

Rocco franziu a testa.

— O quê?

— Isso aqui.

Ergui a mão.

— O que tem?

— Essa aliança.

Ele olhou para o anel e depois para mim.

— Você não gostou?

— Eu amei!

Ele pareceu ainda mais confuso.

— Então qual é o problema?

— O problema é que eu amei a aliança, amo você, quero ficar com você e, aparentemente, existe uma mulher em algum lugar que também está envolvida numa história de casamento com você!

Rocco abriu a boca.

— Sky—

— Não! Eu estou pensando!

Fechei os olhos novamente.

Panela de pressão.

Pssshhhhhhh.

Eu estava literalmente sentindo a minha cabeça ferver.

Se eu dissesse para ele acabar com aquilo, o avô podia morrer.

Se eu dissesse para ele continuar, eu teria que aceitar uma situação que me fazia querer arrancar os próprios cabelos.

Se eu aceitasse, eu poderia perder a minha dignidade.

Se eu não aceitasse, poderia perder o Rocco.

Se o avô morresse, a família dele poderia me odiar.

Se a família dele me odiasse, o Rocco poderia ficar dividido.

Se ele ficasse dividido, eu poderia perder o emprego.

Se eu perdesse o emprego, eu ficaria sem dinheiro.

Se eu ficasse sem dinheiro, eu...

Parei.

— Não.

Rocco me encarou.

— Não o quê?

— Eu não vou continuar essa linha de raciocínio.

— Qual linha?

— A linha em que eu termino morando embaixo de uma ponte.

Ele piscou.

— Você não vai morar embaixo de uma ponte.

— FOI UM ERRO EMOCIONAL!

Ele ficou me olhando.

Eu voltei a andar pela sala.

— E se alguém da família dela também tiver problema no coração?

— Por que alguém da família dela teria problemas no coração?

Parei.

Olhei para ele.

— Você está mesmo perguntando isso para alguém — apontei o meu dedo para mim mesma — que acabou de descobrir que o avô do homem da vida dela , pode morrer se ficar nervoso?

Ele ficou quieto.

— Homem da vida dela?

— Isso não vem ao caso, é só um pensamento Intrusivo.

Continuei andando.

— Pode ser hereditário. Ou pode ser estresse. Ou idade. Ou sei lá! Eu não sou médica! Eu faço merda em praticamente todas as áreas da minha vida, mas não vou começar a fazer merda também na cardiologia!

Rocco soltou um suspiro.

— Sky, ninguém vai morrer porque você e eu estamos juntos. E se morrer, fazer o que? Né. Tinha que ser assim.

Parei de andar.

A frase bateu em mim de um jeito diferente.

Você e eu.

Não eu e ele.

Não ele e Jussara.

Nós.

SKy e Rocco.

Olhei para a minha mão novamente.

A aliança.

O brilho.

O meu dedo dentro daquele círculo de metal.

E senti o peito apertar.

Porque, por mais que eu estivesse tentando transformar tudo aquilo em uma lista de problemas, havia uma coisa no centro de todos eles que eu não conseguia ignorar.

Eu queria aquele homem.

Queria de verdade.

Queria ficar.

E isso me assustava muito mais do que a Jussara.

Mais do que o avô.

Mais do que a empresa.

Mais do que qualquer sobrenome milionário.

Porque perder dinheiro era uma coisa.

Perder o Rocco era outra.

E eu não sabia qual das duas coisas seria capaz de me destruir primeiro.

Levei a mão ao peito.

— Eu tô com medo.

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Tadinha da SKY, NESSE MOMENTO EU ESTOU CHORANDO!!!!!!

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