POV/ SKY
— Sky...
— Não, é sério! Eu preciso beber alguma coisa!
Virei para o corredor.
— Você quer uma água? — ele perguntou, levantando rápido.
— Quero! Acho que quero uma água...
Parei.
Pensei.
Virei lentamente o rosto para ele.
— Não.
Rocco franziu a testa.
— Não?
— Não quero água nenhuma.
— Então o quê?
— Eu quero algo mais forte! Tequila, uísque, o que você tiver de mais forte.
O Rocco me encarou como se estivesse avaliando se aquela era uma excelente ideia ou se eu estava prestes a transformar uma conversa em uma ocorrência policial.
Mesmo assim, foi até o bar da sala.
Voltou com um copo na mão, misturando uma dose forte de uísque.
Eu peguei a bebida com as duas mãos, que tremiam de um jeito tão ridículo que o líquido chegou a balançar dentro do copo.
— Obrigada.
— Sky, não precisa beber isso tudo de uma vez.
Tomei um gole grande.
O líquido queimou minha garganta e desceu pelo peito como se tivesse vindo cobrar uma dívida.
— Desculpa... é que... ai, nossa...
Meu lábio inferior começou a tremer.
Eu tentei respirar fundo.
Não funcionou.
A minha voz embargou e as lágrimas simplesmente despencaram dos meus olhos de uma vez.
— Eu não quero chorar! Me desculpa!
Comecei a soluçar, passando as costas da mão pelo rosto.
— Tudo bem, meu amor... tudo bem — ele tentou se aproximar.
— Não tá nada bem! — chorei mais alto. — Não tá nada bem porque eu não quero que você termine de falar!
O Rocco parou.
— Sky...
— Eu já leio livro de época, Rocco! — apontei o copo para ele, indignada no meio do choro. — Eu sei exatamente o que tá acontecendo aqui!
Ele piscou.
— O que exatamente você acha que está acontecendo?
— Eu não quero falar!
— Então como você sabe?
— Porque eu tenho experiência literária!
O Rocco ficou me encarando.
Eu também.
— Isso não faz sentido — ele falou.
— Para mim faz!
Ele esticou o braço para tocar no meu ombro.
— Não me toca!
Dei um passo para trás, parecendo uma criança birrenta, e bati o pé no chão com força.
Levei o copo à boca e dei mais um gole grande, tentando afogar o pavor.
— Calma, Sky — ele pediu, tentando pegar o copo da minha mão.
— Não! Só mais um pouquinho!
— Se você beber demais, eu não vou conseguir te contar e você vai dormir.
Ele segurou os meus pulsos com cuidado.
Olhei para ele com a visão toda embaçada de choro.
— Você me ama?
— Eu te amo, Sky — respondeu na hora, os olhos verdes cravados nos meus. — Eu te amo. Você é a única mulher na minha vida.
Aquilo acabou comigo.
Não aguentei.
Me joguei no peito dele e passei os braços pelo pescoço dele, chorando contra a pele quente do pescoço dele.
O Rocco me abraçou apertado, me tirando um pouco do chão e deixando beijos no topo da minha cabeça.
Fiquei ali.
Dez segundos.
Talvez onze.
Nem sei....
O suficiente para o meu cérebro lembrar que eu estava sofrendo por causa de uma mulher que, aparentemente, era prima dele de consideração, que ele não tinha transado, que ele não tinha dormido, que não estava grávida e que, apesar de tudo, ainda era responsável por eu estar naquela situação.
Então meu cérebro apitou novamente.
— Bom... — murmurei.
Rocco continuou me abraçando.
— O quê?
— É melhor eu ficar longe.
Soltei os braços do pescoço dele.
Ele me encarou com uma expressão que dizia que já estava começando a se arrepender de todas as decisões que tinham levado até aquele momento.
— Quão longe você quer ficar?
Dei dois passos para trás.
— Mais longe...
Dei mais dois.
— Mesmo eu sendo assim?
— Principalmente você sendo assim.
Minha garganta apertou, meu coração pulsou forte, e meus olhos arderam derramando mais lágrimas, sem o meu consentimento.
— Isso não ajuda!
— O que eu faço, então?
— Não sei!
— Você quer que eu continue?
Parei de chorar por um segundo.
Olhei para ele.
Olhei para a porta.
Olhei para o copo de uísque na minha mão.
Depois para a aliança.
— Não.
Rocco respirou fundo.
— Sky...
— Me dá cinco minutos.
— Para quê?
Pensei seriamente.
— Para eu sofrer antecipadamente.
Ele passou a mão pelo rosto.
— Você é inacreditável.
— Eu sei.
Encolhi ainda mais os joelhos contra o peito.
— E não começa a falar ainda.
— Por quê?
— Porque eu ainda estou no estágio da negação.
Rocco ficou me encarando.
— E depois vem qual estágio?
Assoei o nariz com o dorso da mão.
— Não sei. Mas, dependendo do que você falar, talvez venha o assassinato.
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NOTA DA AUTORA 🚨🗣️✨
GENTE DO CÉU, MEU DEUS DO CÉU! 😱🗣️🔥
Eu juro para vocês que estou aqui CHORANDO E RINDO ao mesmo tempo enquanto escrevo esse surto da Sky! Essa garota não existe, sério! 😭😂💥
O surto foi tanto que esse momento acabou rendendo TRÊS CAPÍTULOS inteiros de pura loucura com a ajuda do aplicativo vizinho! E agora eu preciso muito saber: como é que vocês estão aí do outro lado?! Alguém me dá um copo de água ou uma dose de uísque também, porque a ansiedade aqui tá no teto! 🚨🗣️✨
A coitada da Sky já aceitou no fundo da alma dramática dela que é CORNA antes mesmo de o coitado do homem conseguir terminar a frase! Quem mais aí riu e ao mesmo tempo ficou com o coração na mão vendo ela se agachar no chão da cozinha?! 🙈🗣️💬
Me contem aqui urgente: o que vocês estão achando e quais são as teorias de vocês para o desfecho dessa conversa?!

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Os comentários dos leitores sobre o romance: A Virgem Traída Contratou um Gigolô e Ele era um Bilionário