— Ah! — Yasmin gritou de dor com a queimadura.
Pior ainda, ela pisou em um caco de porcelana, que perfurou seus chinelos com sola de couro e se cravou em seu pé.
O rosto de Yasmin se contorceu de dor.
— Mãe, como você foi descuidada! Você derrubou minha bandeja. Eu mesma preparei todo esse café, até cortei a mão sem querer..
Ivânia se adiantou, com uma expressão de choro, parecendo a inocente vítima.
Yasmin mal tinha forças para xingar e foi amparada por um empregado para fora da sala de jogos.
— A menina deve estar assustada. Não tenha medo, sua mãe só se machucou um pouco, nada grave. — A Sra. Salazar, uma alma bondosa, consolou Ivânia ao vê-la pálida e à beira das lágrimas.
— Suba e brinque com sua irmã e as outras. Nós cuidaremos de sua mãe.
Ivânia assentiu e se retirou.
Ela subiu rapidamente as escadas de madeira e entrou em seu quarto.
Lá, encontrou Graciele sentada no sofá, de pernas cruzadas, olhando para ela com superioridade.
Ao lado de Graciele estavam suas duas seguidoras fiéis, Letícia e Flávia Pinto.
Valéria Amaral estava atrás delas, de braços cruzados, observando a cena.
Esse era o grupo de Graciele, as principais responsáveis pelo bullying contra Ivana.
Letícia e Flávia eram os cães de guarda de Graciele, prontas para atacar quem ela mandasse.
Valéria geralmente só observava e filmava, usando as fotos e vídeos para chantagear Ivana.
Ela não só fez Ivana passar por baixo de suas pernas, como também a enganou para ir a uma boate clandestina, onde quase foi estuprada.
E Ivana, com medo de que as fotos humilhantes fossem divulgadas, aguentou tudo em silêncio, chegando a desenvolver depressão.
Na verdade, a Sra. Salazar e a Sra. Pinto pareciam pessoas sensatas.
Como podiam ter filhas assim?


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