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Vendida Ao Don Da Máfia romance Capítulo 7

Dante

O gosto dela ainda estava nos meus lábios. Quente. Teimoso. Doce demais para um homem como eu. Quando Valentina me beijou de volta, ou talvez tenha sido eu que a devorei, algo dentro de mim rompeu a muralha que costurei durante anos.

Não era para ter acontecido. Não assim. Mas, quando ela abriu a boca, quando senti o ar dela se misturar ao meu, já era tarde.

Meu corpo reagiu antes da mente. Minhas mãos subiram por sua cintura, puxando-a para mim como se o espaço entre nós fosse uma afronta. O vestido vermelho, fino demais, cedeu sob meus dedos. Ela tentou me empurrar, o toque fraco, confuso, contraditório. Mas não afastou.

E eu não quis parar.

O beijo ficou mais intenso, mais selvagem. Nossas respirações se misturavam, os corpos colados, a raiva e o desejo lutando por domínio. Ela tinha gosto de proibição, de perigo, e o maldito inferno dentro de mim parecia achar isso delicioso.

- Me solta... - ela sussurrou, mas a voz não soava como um pedido. Soava como um desafio.

Segurei seu rosto com firmeza, obrigando-a a me encarar.

- Diz de novo - murmurei, roçando os lábios nos dela - E talvez eu obedeça.

Ela ficou imóvel. Os olhos castanhos queimando contra os meus. A respiração entrecortada. A pele corando sob meu toque.

As palavras não vieram. Então a beijei outra vez. Com força. Com raiva. Com uma necessidade que eu mesmo não reconhecia.

As mãos dela se prenderam na minha camisa, os dedos tremendo, ora me empurrando, ora me puxando. O corpo dela não sabia o que queria, e o meu também não.

A encostei na parede, o som seco do impacto ecoando entre nós. O vestido se amarrotou entre nossos corpos. Minhas mãos desceram, explorando as curvas que ela tentou esconder. Cada tremor, cada suspiro preso, me fazia perder o controle que jurei manter.

Ela era macia, quente e viva. E o pior de tudo: real.

Nada nela lembrava as mulheres que passavam pela minha cama. Elas vinham vazias, treinadas para agradar.

Valentina, não. Ela lutava, mesmo quando o corpo já estava se rendendo.

- Pare... - ela tentou de novo, a voz quebrada.

- Diga isso olhando pra mim - pedi, roçando o nariz no dela. - Diga com convicção.

Os olhos dela se moveram, hesitantes, depois se perderam nos meus. O silêncio dela me incendiou mais do que qualquer gemido poderia.

Peguei-a pela cintura, ergui em meus braços. Ela arfou, surpresa.

- O que está fazendo?! - perguntou, tentando manter o tom firme.

- Mostrando o que acontece quando você me provoca, Valentina.

A deitei sobre a cama. Ela apoiou as mãos no colchão, o peito subindo e descendo rápido. Fiquei por cima dela, o peso do meu corpo controlado, o olhar cravado no dela.

Meu dedo percorreu o contorno do pescoço dela, descendo lentamente até o decote.

- Eu não faço as coisas assim. - ela sussurrou.

- Assim como?

- Por fazer, eu nunca fiz, eu nem... - a beijei novamente, e ela murmurou entre nossos lábios. - Isso é tão errado.

- Errado é o que você me faz sentir - respondi, sem pensar.

Meu polegar traçou o caminho entre seus seios, sem pressa, só para ouvir a respiração dela falhar. O vestido se moveu, revelando mais pele do que ela gostaria. E ela se arrepiou por inteiro, fazendo seus mamilos endurecerem.

- O que é isso? - ela murmurou, os olhos semicerrados, a voz tremendo.

Sorri contra sua pele.

- É o seu corpo gritando pelo meu.

Ela estremeceu. Tentei me convencer de que era medo, mas sabia que não era. A pele dela arrepiava sob meus toques, o quadril se movia contra o meu, inconsciente. O perfume barato misturado ao cheiro da minha pele era viciante.

Desci meus lábios até o pescoço dela, senti o gosto salgado da pele quente, ouvi o som abafado do gemido que ela tentou conter.

- Não lute contra o que já é seu instinto, Valentina. - sussurrei entre beijos. - O corpo fala a verdade que a boca tenta negar.

Ela mordeu o lábio inferior, os olhos fechados, e arqueou sob mim. Quando passei os dedos pela barra do vestido, ela não impediu. Subi o tecido devagar, expondo suas pernas, os joelhos, as coxas.

O ar entre nós ficou pesado, denso, vivo.

Meu olhar encontrou o dela de novo. Havia medo. Mas havia também algo que me destruiu por dentro: desejo.

Capítulo 7: Gosto do Perigo 1

Capítulo 7: Gosto do Perigo 2

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