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UMA VIRGEM PARA O SHEIK romance Capítulo 7

Nunca vi um lugar como aquele na minha vida.

Assim que o carro virou à esquerda e entrou pelo portão imenso de ferro com arabescos dourados, tive a certeza de que estava prestes a ser engolida por outro planeta. O hotel parecia um palácio esculpido na areia do deserto, torres de mármore branco, janelas altas com vitrais azuis, colunas de ouro esculpido e fontes por todos os lados, jorrando água cristalina no meio de um calor quase sagrado.

O nome do hotel estava em letras douradas que reluziam com o sol escaldante: Al Qamar Palace.

Era isso. Um palácio.

Nadia desceu primeiro, como se tivesse ensaiado cada movimento. Ela falou com o porteiro em árabe, depois abriu a porta para mim. O calor do lado de fora quase me fez recuar, mas eu respirei fundo e saí. Meus saltos afundaram levemente no tapete vermelho estendido até a porta giratória de cristal.

Entrar ali foi como entrar num filme.

O saguão tinha teto abobadado com lustres imensos de cristais, o chão reluzia em mármore polido, e os arranjos florais, com rosas brancas, orquídeas e lírios, exalavam um perfume quase inebriante.

No centro, havia uma fonte iluminada com luz azul-turquesa, onde carpas coloridas nadavam calmamente, como se também fossem parte da decoração.

Tentei parecer acostumada, indiferente, mas meus olhos denunciavam. Era impossível fingir diante de tanta grandeza.

— Vamos fazer seu check-in.

Disse Nadia, já seguindo para a recepção.

A recepcionista, vestida com elegância e discrição, sorriu para mim como se soubesse exatamente quem eu era. Não pediu passaporte, nem questionou nada. Apenas entregou um cartão dourado e uma chave magnética com a inscrição “Suíte Imperial – 27º andar”.

— Que seja leve, senhorita.

Disse a recepcionista, em português, como se aquela frase simples tivesse sido ensaiada.

Fomos até um elevador exclusivo, que subia direto ao último andar. Nadia se manteve em silêncio durante o trajeto, mas eu ouvia meu coração batendo dentro da garganta.

Quando as portas se abriram, senti que estava entrando num mundo proibido.

A suíte parecia um sonho que alguém rico demais decidiu transformar em realidade.

Havia uma sala de estar ampla, com tapetes persas espalhados pelo chão, cortinas de seda que dançavam com o vento do ar-condicionado, uma mesa de centro de vidro com frutas frescas e tâmaras em bandejas de prata. Um sofá branco em L, grande o bastante para uma festa, e quadros com cenas do deserto em tons dourados e ocres decoravam as paredes.

Mas nada se comparava ao quarto.

A cama era redonda, gigantesca, coberta com lençóis de cetim branco e dossel translúcido. Em cima dela, uma rosa vermelha solitária repousava sobre o travesseiro, ao lado de um bilhete escrito à mão em caligrafia inglesa...

“Descanse, quero que esteja pronta pra mim”...

Aquilo me fez arrepiar dos pés a cabeça.

O banheiro? Maior que meu apartamento inteiro no Brasil. Havia uma banheira funda com sais aromáticos já preparados, óleos perfumados, roupões bordados com fios dourados, toalhas tão macias que parecia um crime usá-las.

Nadia me observava enquanto eu girava pelo espaço, sem saber onde parar.

— Nunca imaginei algo assim. Confessei, finalmente.

Ela sorriu levemente, e então disse...

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