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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 951

Na madrugada de inverno, o frio era implacável.

Rebeca desceu vestindo apenas um casaco de lã por cima da roupa, mas ainda assim não conseguia suportar muito bem o frio da noite.

Quando se aproximou, percebeu que Samuel nem sequer estava com um casaco.

Provavelmente, quando ela foi embora, ele nem tinha voltado para o camarote. Saiu sem pegar a jaqueta e a seguiu direto até ali.

Ela ficou um pouco irritada.

Irritada porque ele não cuidava da própria saúde.

E se ela não tivesse acordado no meio da noite e dormisse direto até amanhecer?

Ele ia ficar esperando até de manhã?

Esse cara era burro?!

Ele tinha acabado de se recuperar de uma doença grave, mal estava um pouco melhor e já começava a maltratar o próprio corpo.

Achava mesmo que ainda era um rapaz de vinte e poucos anos, cheio de energia?

Ele tinha 34!

Além disso, ainda lhe faltava um rim...

Ao se lembrar do rim, o nariz de Rebeca começou a arder de vontade de chorar.

A raiva sumiu e seu coração amoleceu.

No fim, ela abriu o próprio casaco de lã e o envolveu com ele.

Que frio.

Mesmo estando vestida por baixo, ela sentiu a friagem que ele carregava.

Samuel também percebeu isso e tentou afastá-la suavemente: — Eu estou gelado.

Apesar de querer muito o abraço dela.

Rebeca o abraçou com ainda mais força, tentando ao máximo transferir o seu próprio calor para ele.

Nas ruas desertas da madrugada, os dois se abraçavam no meio do vento.

Aquela cena fez Rebeca ser levada de volta à noite em que ficaram presos na nevasca, quando foram à Islândia negociar um projeto.

Só que, na época, quem estava quase tendo uma hipotermia por causa do frio era ela.

Ela se lembrou do isqueiro.

Lembrou-se da expressão de dor no rosto de Samuel enquanto queimava a própria palma da mão repetidas vezes.

— Eu também vou.

Realmente estava muito frio, e com as roupas leves que usava, não era bom ficar ali muito tempo.

— Então vá logo. — Rebeca o observou por mais um momento, antes de se virar e caminhar de volta para casa.

Quase chegando no portão do condomínio, ela olhou para trás.

Samuel ainda estava no mesmo lugar, fixando o olhar nela, com uma expressão nobre e, ao mesmo tempo, escondendo uma profunda tentação.

Vendo que ela olhara para trás, Samuel levantou a mão, fazendo um sinal para ela entrar rápido.

Rebeca sabia que se demorasse, ele sairia de lá ainda mais tarde. Então, endureceu o coração e correu para casa.

Ao chegar ao quarto, sua primeira reação foi acender a luz, ir até a janela e olhar lá para baixo.

Samuel ainda continuava no mesmo lugar.

Ela pegou o celular e mandou uma mensagem: [Eu já cheguei no quarto, vai logo para casa.]

Samuel: [Tudo bem.]

Só quando confirmou que ele tinha entrado em um carro e ido embora é que Rebeca se tranquilizou.

Depois de todo esse transtorno, ao se deitar na cama, sua mente já estava totalmente alerta, e ela aproveitou para organizar a bagunça que estava em sua cabeça.

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