— E quanto ao meu cartão? A prioridade de escolha desse é o suficiente?
Ouvindo aquele barulho, os rostos de Fernanda e Mariah instantaneamente escureceram.
Rebeca, que tinha acabado de encerrar a sua chamada, caminhou vagarosamente e a sua feição calma era como se a atmosfera tensa não tivesse nenhuma relação consigo.
Ela se dirigiu ao caixa e simplesmente atirou o cartão feito de metal preto puro sobre o balcão.
Um tilintar ecoou quando o cartão atingiu o balcão de vidro.
O som nítido, assemelhando-se a um tapão, quebrou o sorriso vitorioso no rosto de Fernanda.
Rebeca encostou uma das mãos no balcão e virou ligeiramente a cabeça, focando o seu olhar além da atendente estupefata e pairando-o, sem um pingo de emoção, sobre o rosto repentinamente pálido de Fernanda. Ela murmurou levemente: — Ouvi dizer que existiam certas regras aqui? Que surpresa, porque eu sou o tipo de pessoa que mais se atenta às regras. Por que não mandamos o gerente dar uma olhada e nos dizer se o meu cartão me permite saltar na frente da fila?
Ela costumava ir a várias festas e banquetes no seu dia a dia, então a sua exigência por joias era muito grande.
E isso sem contar com esta joalheria em particular, pois em muitas outras lojas de joias de luxo da Cidade R, o seu nível de VIP era o mais alto possível.
Contudo, era Marina que costumava fazer os seus pedidos, e por causa disso as atendentes não a reconheceram.
A atendente, por sua vez, reconheceu aquele cartão Black e Dourado.
Era um cartão VIP de luxo de edição limitada daquela loja, sendo um de apenas três no mundo todo.
E dois deles pertenciam ao chefe e à esposa do chefe.
A atendente respeitosamente pegou o cartão com ambas as mãos, e a sua postura adotou uma mudança de 180 graus. — Sim! Com certeza!
Ao proferir isso, sequer olhou para Fernanda antes de acessar rapidamente o sistema de pagamentos e começar a passar o cartão.
A expressão confiante que estava no rosto de Fernanda simplesmente se esvaiu.
A carranca dela estava assustadoramente hedionda.
Nessa exata hora, Helena se aproximou, e se escorando contra o balcão, falou despreocupada: — Apenas passe o cartão, e não deixe que o cartãozinho inútil dela faça todo mundo perder tempo.

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