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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 952

Após cerca de dez minutos, ela se sentou na cama de repente.

Sobre tudo o que tinha acontecido naquela noite, ela tinha deixado passar uma informação crucial.

[Há doze anos, perto da lojinha fora do Colégio Estadual de Rionova, você e a Rebeca não assumiram o namoro publicamente?]

Como Samuel poderia saber com tantos detalhes sobre aquele incidente do passado?

Essa dúvida ficou ecoando na mente de Rebeca por mais de uma hora. Mesmo quando o alarme tocou, ela não conseguiu encontrar uma resposta.

Acabou desistindo, levantando para fazer sua higiene matinal.

Como tinha acordado mais cedo que o normal, Helena ainda não tinha preparado o café da manhã.

Rebeca decidiu ir à padaria no térreo para comprar qualquer coisa para ela e Helena comerem.

Afinal, a amiga também tinha ido dormir tarde.

Mas, logo ao sair do quarto, recebeu uma mensagem de Samuel.

[Já acordou?]

Rebeca pegou o casaco e foi para a porta, respondendo enquanto calçava os sapatos.

[Uhum.]

Samuel: [Abre a porta.]

O movimento de Rebeca para calçar o sapato parou bruscamente. Ignorando o outro sapato que faltava, ela correu para abrir a porta.

Samuel a esperava do lado de fora, sabe-se lá desde quando.

Em suas mãos, trazia o café da manhã.

Ele disse: — Não tive tempo de preparar nada, então comprei o café em uma restaurante de café da manhã. É só para quebrar um galho.

Samuel dizia isso com a voz propositalmente baixa, provavelmente com medo de acordar Helena.

Ou melhor, não era por medo de Helena, mas sim para poupar Rebeca de qualquer constrangimento.

Ao receber as sacolas, Rebeca perguntou: — E você?

— Eu já comi. — Ele se alegrou com a preocupação dela.

Mas ao mesmo tempo parecia relutante em partir, não ousando ficar por muito tempo.

No fim, limitou-se a estender a mão e acariciar os cabelos dela: — Entra logo, coma enquanto está quente. Se esfriar não fica bom.

Rebeca ainda queria dizer algo, mas de dentro do apartamento pôde ouvir vagamente o barulho de uma porta abrindo.

Sem perder tempo, fechou a porta num piscar de olhos.

Assim que a fechou, Helena saiu do quarto esfregando os olhos de sono e bocejando: — Vou preparar o seu café, me dá cinco minutinhos.

Seu maxilar parou de mastigar por um instante, e então ela perguntou a Rebeca: — Que horas você acordou?

— Seis e meia. Não dormi direito, então levantei meia hora antes.

Era verdade.

Helena soltou um "ah" e não fez mais perguntas.

Fixou o olhar na tortinha de ovo e começou a entrar em conflito interno.

Ela acabara de pesquisar. Essa loja ficava a, pelo menos, uma hora de carro, contando ida e volta.

Mas, desde a hora que Rebeca levantou até aquele momento, haviam se passado apenas quarenta minutos. Era impossível ela ter tido tempo para comprar tudo aquilo.

Além disso, Rebeca não era alguém que ligava muito para a comida. Se ela tivesse que viajar tão longe para comprar o café da manhã, acharia que seria uma perda de tempo total!

Então, era óbvio quem tinha mandado aquele café da manhã.

No fim, o apetite assumiu o controle momentaneamente.

Helena transformou sua indignação em fome e comeu mais duas tortinhas de ovo.

Enquanto isso, tentava se reconfortar internamente.

Era preciso ter a barriga cheia para ter força para brigar com alguém!

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