Entrar Via

Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 950

1h09.

[Eu realmente achei isso o tempo todo.]

2h15.

[Você ainda não quer falar comigo?]

3h09.

[Me desculpe, eu sou um imbecil! Você pode me bater ou me xingar, mas não me ignore, por favor.]

3h38.

[Rebeca, eu quero te ligar.]

A última mensagem tinha sido enviada meia hora atrás.

[Se eu subir agora para te procurar, será que a sua amiga vai chamar a polícia e me mandar prender?]

Subir?

Quando ele mandou essa mensagem, estava na porta do prédio dela?

Rebeca olhou a hora novamente.

Já havia se passado uma hora, ele provavelmente tinha ido embora.

Ela largou o celular e fechou os olhos, querendo voltar a dormir.

Porque estava com muito sono.

Porém, após menos de meio minuto de silêncio, ela abriu os olhos abruptamente, tirou as cobertas e levantou da cama.

Sem sequer calçar os chinelos, correu descalça até a janela, afastando a cortina para olhar lá para baixo.

A luz do poste era amarelada e fraca, as sombras das árvores oscilavam.

O homem estava de pé ao lado do poste, contra a luz. Na meia-penumbra, ele erguia a cabeça, olhando na direção dela.

Os olhares se encontraram de longe. O coração de Rebeca começou a bater de forma descompassada, como se um calor indescritível se agitasse desenfreadamente em seu peito.

Samuel a viu.

E pegou o celular para ligar para ela de novo.

Rebeca atendeu, mas não disse nada.

Apenas a sua respiração, leve e ligeiramente irregular, podia ser ouvida.

— Te acordei e agora não consegue dormir? — A voz dele soou serena em meio ao som suave do vento noturno.

Rebeca apenas murmurou que sim.

— Eu fui apressado demais. — Ele se desculpou.

Rebeca perguntou: — Você me seguiu desde o clube?

— Uhum.

Ele chegou logo depois dela.

Rebeca ficou em silêncio, continuando a amassar o tecido da cortina.

O som do atrito passava pelo celular e chegava aos ouvidos de Samuel.

Ele fez uma pausa e perguntou cuidadosamente: — Você quer falar comigo agora?

Ele continuava de cabeça erguida, olhando para a janela dela.

— O que você acha? De quem é a ligação que eu atendi? De um cachorro?

Mesmo sendo xingado, Samuel não se ofendeu, pelo contrário, ficou muito feliz.

— Me espera, vou subir aí agora!

Rebeca ficou tensa na mesma hora: — Você não tem mais medo que a Helena chame a polícia?

— Não!

Agora, mesmo que um exército estivesse em seu caminho, ele enfrentaria qualquer coisa só para aparecer na frente dela.

— Me espera!

Ele já começara a se mover, caminhando com passos firmes e decididos em direção ao condomínio.

— Espera um pouco! — Rebeca o interrompeu apressadamente.

Helena já estava dormindo, não queria perturbá-la.

Ela soltou a cortina que apertava nas mãos e disse ao telefone: — Eu desço.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta