Mariah de repente demonstrou desgosto: — Isso dá muito azar.
Fernanda concordou: — Nem me diga! Porém...
Fez uma pausa proposital, com um sorriso sarcástico: — Você acha que, até lá, alguém ainda irá à festa dela?
Mariah fingiu pensar a sério e disse: — Receio que estará muito deserto, quase como um cemitério.
Fernanda também achou o mesmo, e seu sorriso ficou ainda mais triunfante.
— Seria uma pena perder uma cena tão interessante. — Os olhos de Mariah brilharam.
Fernanda perguntou curiosa: — Por acaso, a Srta. Cavalcanti planeja ir ao banquete dela?
— Isso seria possível?
Mariah soltou o braço de Fernanda, pegou o celular e ligou para o seu pai.
Agindo com mimo ao telefone, disse ao Sr. Cavalcanti Sênior: — Papai, este ano quero fazer minha festa de aniversário na Cidade R. Vocês todos vêm para a Cidade R, não é?
— O local? Hotel InterContinental.
Para rir da desgraça alheia, é claro que tinha que ser ao vivo.
Criada no mundo da fama e riqueza desde criança, Mariah conhecia bem as regras.
Assim que Rebeca fosse à falência, ela seria a primeira a ser jogada no mar para alimentar os tubarões a partir daquele navio gigante que era o mundo do glamour.
Ela cairia do pedestal de ser adorada por todos e se espatifaria no chão, e nem o eco da sua queda importaria para ninguém.
Como ela poderia perder esse espetáculo?
...
Nos dois dias seguintes, Helena aproveitava qualquer momento para procurar Rebeca.
Ou iam às compras, ou faziam tratamentos de beleza.
Ocupava o máximo possível de todo o tempo livre de Rebeca, sem lhe dar trégua nem no trajeto de ida e volta do trabalho.
Rebeca acordou uma hora mais cedo de propósito, apenas para evitar Helena.
Mas assim que saiu do quarto, Helena já estava na sala, a aguardando com um sorriso no rosto.
— Lembrei-me de repente que eu também sou acionista da VerdaVita, eu também deveria fazer algo pela empresa.
Helena balançou as chaves do carro. — Então, hoje serei a sua motorista! Vou te levar e te buscar no trabalho!

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