Rebeca abriu a boca e sentiu a garganta um pouco seca. Ela estava prestes a concordar, forçando-se a isso, quando o celular na sua bolsa tocou no momento mais inoportuno.
Na tela apareceu o nome "Helena", o que caiu como um balde de água fria sobre a sua cabeça.
Ela olhou para Samuel pedindo desculpas e atendeu.
Do outro lado da linha, veio a voz animada de Helena: — Meu tesouro, a Marina me disse que você saiu mais cedo do trabalho hoje. Que ótimo, vamos às compras! O seu banquete de aniversário já está chegando, vamos escolher algumas roupas e joias bonitas!
Diante do entusiasmo de Helena, Rebeca simplesmente não conseguiu recusar e aceitou rapidamente.
Desligando o telefone, a cabine do carro voltou a ficar em silêncio. A pressão do ambiente era assustadoramente baixa.
Rebeca segurou o celular, virando a cabeça cautelosamente.
O que ela viu foi a linha tensa do maxilar do homem.
Era fácil perceber que ele estava muito ressentido.
Como se fosse um gato a quem a dona tinha acabado de dar um pedaço de carne e então tomado a tigela à força. Ele emanava ressentimento, exalando algo como "estou muito irritado" e "você está brincando comigo".
— A Helena de novo!
Ele rangeu os dentes traseiros, com a voz rouca e profunda, transbordando amargura e insatisfação.
— Na próxima, da próxima vez sem falta. — Rebeca tentou acalmá-lo rapidamente.
Talvez por estar acostumado às promessas vazias dela, Samuel apenas aceitou a situação, sentindo-se sem escolha.
E até mesmo a levou até o shopping, onde ela e Helena tinham marcado de se encontrar.
Antes de sair, Rebeca, de forma compreensiva, inclinou o tronco e deu vários beijinhos nos lábios dele. — Não fique bravo.
Samuel segurou a cabeça dela e lhe deu uma mordida de leve antes de soltá-la a contragosto. — Vá, vá encontrar a sua rainha principal.
Rebeca quase achou graça.
Antes de descer, ela lhe deu mais um beijo e imitou a voz dele dizendo: — Muito bom garoto.
No shopping, Helena estava conversando com Marina.
Helena dizia: — Enfim, me avise sobre o paradeiro dela a qualquer momento, vou achar uma brecha em todos os instantes! Nunca vou deixar o Samuel ter a chance!
Marina perguntou timidamente: — Isso não vai dar problema?
Quando os deuses brigam, os mortais sofrem.

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