— Mas eu quero ver o meu presente de aniversário.
— Vou pedir para o assistente buscar agora e levar aí para você.
Roberta fez uma pausa: — E você, Filipe? Você não vai me levar de volta?
— Eu ainda tenho umas coisas para resolver aqui, você pode ir na frente.
Apesar de Roberta querer muito que quem a levasse para casa fosse Filipe, ela também sabia que não podia pressioná-lo demais.
Além disso, ela já tinha alcançado seu objetivo do dia, então seguiu a maré e disse: — Tá bom, mas mesmo assim, muito obrigada pelo presente de aniversário, Filipe.
Filipe respondeu de forma indiferente e desligou o telefone.
Ele instruiu o representante a ir buscar a coroa imediatamente e entregá-la a Roberta, que ainda esperava do lado de fora.
Ele mesmo ainda ficou um tempo. O leilão ainda continuava, mas ele já não conseguia ficar parado.
No fim, simplesmente se levantou, saiu do camarote e se preparou para ir procurar Helena.
Ele nem tinha chegado ao camarote de Helena e deu de cara com Edivaldo primeiro.
O olhar de Filipe se estreitou friamente, brilhando com perigo.
Edivaldo caminhou direto até ele, com uma atitude que poderia ser considerada educada: — Ouvi dizer que o Diretor Cruz acabou de arrematar a Coroa Melodia das Águas por um preço alto. Se você estiver disposto a abrir mão dela, estou disposto a comprá-la por um valor cinquenta por cento superior ao preço de martelo, peço que o Diretor Cruz me faça essa gentileza.
Os olhos de Filipe escureceram inconscientemente enquanto ele o encarava: — Por que o Diretor Serra gosta tanto de cobiçar as coisas dos outros?
O duplo sentido era evidente.
— Se o Diretor Cruz não estiver satisfeito com o valor, podemos negociar. — Edivaldo continuava mantendo a compostura adequada.
Os olhos de Filipe estavam envoltos em uma luz gélida: — Eu aconselho o Diretor Serra a esquecer essa ideia. Já que fui eu quem arrematou, então pertence a mim, e não a darei a ninguém.



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