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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 949

— As emoções sempre voltam com força. Quando penso nos machucados que ele sofreu, no que ele passou, em tudo o que ele fez, meu coração dói por ele.

— Mas, assim que me lembro de tudo o que aconteceu entre ele e Beatriz, eu recuo instintivamente.

Enfim, é uma confusão.

Se for falar de dívidas, com certeza ela devia muito mais a Samuel.

Mas, em questões de sentimentos, é difícil medir com justiça. Também não tem como calcular quem se entregou mais ou quem deve mais.

Helena balançou a cabeça e suspirou: — Na verdade, o nome disso é trauma emocional. Como você foi machucada profundamente, toda vez que tem uma oscilação emocional, seu mecanismo de autodefesa é ativado por instinto. Você afasta todo mundo que pode afetar suas emoções, independentemente de estarem sendo sinceros ou não.

— Mas, amiga, se você tiver medo de se machucar, nunca vai conseguir ser feliz.

Helena olhou para trás, encarando Samba, que estava agachado em frente à porta de vidro.

— É como o Samba. Se ele não tiver coragem de sair por causa do medo, nunca vai ver o céu imenso lá fora. Vai passar a vida inteira preso em uma estufa segura.

— É seguro, mas não tem liberdade.

Ela serviu mais vinho para Rebeca: — A felicidade e a dor andam juntas.

As duas beberam até tarde.

Beberam até que Samba não aguentasse mais e caísse no sono deitado na frente da porta de vidro.

Devido ao seu estado de espírito, Rebeca bebeu mais que Helena, e acabou sendo ajudada por ela a voltar para o quarto.

Ela adormeceu sob o efeito do álcool.

Dormiu por um bom tempo e teve repetidamente o mesmo sonho.

Sonhou que era jogada no mar várias vezes. A água gelada invadia sua boca e nariz, enquanto o gosto salgado e a sensação de asfixia a engoliam.

Suas mãos e pés pareciam amarrados por cordas invisíveis, tornando cada movimento inútil.

Ela tentava gritar, mas apenas soltava algumas bolhas fracas.

Exatamente no instante em que sua consciência começava a se apagar e seu corpo a afundar, uma silhueta cortou a superfície da água como uma espada afiada, mergulhando em sua direção sem hesitar.

Era Samuel.

Em sua visão embaçada, o rosto ansioso dele era distorcido pelas ondas, mas continuava nítido.

No sonho, Samuel pulava no mar repetidas vezes, usando toda a sua força para empurrá-la para cima, tirando-a do redemoinho da morte.

Mas no final não perguntou nada, apenas murmurou um "uhum" e desligou.

Ela ia guardar o celular, mas viu a tela cheia de mensagens enviadas por Samuel.

23h28, a hora em que ela e Helena estavam bebendo.

[Rebeca, vamos conversar de novo, por favor?]

23h40.

[Como você não respondeu, vou considerar que concordou.]

0h01.

[Eu queria te ligar, mas você provavelmente não atenderia, já que sua amiga está aí.]

0h28.

[Você disse que nunca ficou com o Israel. Então, quando disse que tinha alguém que gostava, era mentira, certo?]

[Fui muito idiota de achar esse tempo todo que você amava o Israel. Achei que eu fosse o amante entre vocês dois, por isso falei aquilo de ser o amante por amor.]

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