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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 948

Ela ajeitou os cabelos que ele havia bagunçado e, com um tom de voz um pouco frio, disse: — Faz algum sentido falar sobre isso agora?

— Faz. — ele respondeu.

— Se faz, já é tarde demais.

— Enquanto eu estiver vivo, nunca será tarde demais. — Ele segurou a mão dela suavemente, querendo explicar as coisas do passado.

O celular de Rebeca tocou.

Era Helena.

Ela imediatamente puxou a mão e atendeu a ligação.

— Amiga, eu estava tomando banho, só vi sua mensagem agora! Você conseguiu se livrar deles?

— Sim, acabei de sair.

— Quer que eu vá te buscar?

— Tem um motorista.

Para poder sair mais cedo, ela havia chamado o motorista para ir junto.

— Então eu te espero em casa.

Rebeca murmurou um "hum" e desligou.

Samuel se aproximou, querendo segurar sua mão: — Rebeca...

Rebeca recuou um pouco.

O motorista, que aguardava no saguão, viu Rebeca saindo e rapidamente se aproximou: — Presidente Ribeiro, vamos sair agora?

— Sim.

O motorista informou: — O carro está logo na porta, podemos ir direto.

Rebeca e o motorista seguiram para fora.

— Espere, Rebeca.

Samuel correu atrás dela.

Rebeca já estava ficando impaciente: — Vai me forçar de novo?

Samuel olhou para ela, com a voz rouca: — Eu só quero explicar o que houve entre mim e a Beatriz.

— Chega!

A explosão de Rebeca veio sem aviso.

— Eu não quero escutar!

Sobre o que tinha acontecido entre ele e Beatriz, ela não queria ouvir nenhuma palavra!

Rebeca se virou e foi embora, não dando mais qualquer chance para ele falar.

Samuel ficou parado, observando as costas dela se afastarem cada vez mais, sem olhar para trás.

Como as coisas ficaram assim de repente?

— Isso é para prevenir problemas futuros. O gato não pode vir para a varanda. E se ele cair? Ele precisa aprender desde pequeno que aqui é perigoso, para não querer vir toda hora.

A lógica parecia fazer sentido e Rebeca foi convencida.

Depois de alguns copos, Rebeca relaxou totalmente.

Helena então perguntou: — Aquele canalha te irritou de novo?

Rebeca não sabia o que dizer, nem por onde começar.

Seus sentimentos eram confusos demais.

Até ela mesma se achava estranha.

— Admite logo, você foi afetada por ele de novo. — Helena balançou a cabeça, suspirando.

No passado, ela teria xingado Rebeca um pouco.

Mas, depois de passar por certas coisas, percebeu que as emoções humanas eram incontroláveis.

Só quem olhava de fora conseguia ser racional.

Rebeca sabia bem desse fato, por isso estava tão angustiada: — Eu não sei o porquê, mas meu humor fica oscilando; uma hora está bom, na outra, ruim.

Era difícil explicar.

Provavelmente foi afetada pela resposta dele sobre "ser o amante em nome do amor".

Muitas memórias ruins vieram à tona ao mesmo tempo, impossíveis de serem contidas.

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