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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 935

Talvez fosse a culpa do álcool, ou quem sabe a chuva da noite que caía tão suave.

Rebeca não conseguiu evitar.

Samuel se aproximou, mas não a beijou.

Apenas a respiração de ambos se misturava.

Era a primeira vez que ele demonstrava tamanha paciência.

Presa sob a presença dele num espaço tão pequeno, o coração de Rebeca batia forte.

Da posição em que estava, para beijá-lo, ela teria de endireitar o tronco e erguer a cabeça.

Mas ela não se mexeu.

Apenas ergueu a mão, puxou-o pela gravata sem fazer quase nenhuma força, e o trouxe para perto.

Sem pensar, ergueu o rosto e o beijou.

Toda a paciência de Samuel desintegrou-se naquele momento.

Quase no instante em que se tocaram, ele deixou a passividade de lado.

Sem dar a ela a chance de reagir, segurou-a pela nuca e a beijou, tomando conta de sua boca com domínio.

O beijo dele foi um tanto selvagem.

Era um beijo que quase a invadia.

Invadindo seu coração, e sua respiração.

Logo Rebeca começou a ficar sem ar; a mão que segurava a gravata dele soltava, apertava, e soltava novamente.

No fim, como um gatinho, ela o arranhou em protesto.

Só então Samuel soltou os lábios dela.

Testa colada na testa, nariz roçando no nariz.

As respirações ainda se misturavam.

Os olhos de Rebeca ficaram nebulosos, brilhando de umidade.

O polegar de Samuel passou de leve sobre os lábios úmidos dela, e seu afiado pomo de adão moveu-se devagar.

— Minha pequena mentirosa, é doce sim.

Ele estava falando dos lábios dela.

Ela umedeceu os lábios sem perceber.

O pequeno espaço esquentou depressa.

Mas ela balançou a cabeça, e a mão que segurava o pescoço dele escorregou lentamente, parando em seu peito.

— Não dá, meu tesouro está me esperando em casa.

Samuel: "..."

Ele tinha se esquecido de sua "pequena sogra".

Por mais que estivesse apressado, sabia que não poderia apressar as coisas.

Então, ele se forçou a recuar, ajustando a respiração e abrindo a janela para deixar entrar o vento frio, até conseguir se acalmar aos poucos.

O carro finalmente chegou debaixo da casa de Rebeca.

Antes de ela descer, Samuel puxou o dedo dela e perguntou, um pouco magoado: — Você tem mesmo de pedir a aprovação dela?

— Claro, ela é da família.

A resposta dela foi a morte para as esperanças de Samuel: — Quer dizer que se ela não concordar, eu nunca verei a luz do dia?

— Naquela fase mais difícil, se não fosse ela estar do meu lado, talvez eu nunca teria superado.

Ela jamais se esqueceria de quando Helena a puxou de volta da faixa de pedestres, com o rosto apavorado.

E as vezes que ela segurava as mãos trêmulas de Rebeca para aquecê-las, morrendo de pena.

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