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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 934

O assunto não foi levado adiante.

Não se sabe se Rebeca estava feliz ou o que, mas essa noite ela tomou alguns drinques a mais.

Terminado o jantar, Marina Domingos foi acompanhar os convidados até a saída; quando voltou, Rebeca havia bebido o resto da garrafa sozinha.

— Presidente Ribeiro, por que a senhora bebeu tanto? — perguntou Marina, preocupada.

— Hoje estou feliz. — As bochechas de Rebeca estavam rosadas pela bebida.

Marina pensou que ela estava feliz porque a Conexia havia entrado na bolsa de valores com sucesso: — Mesmo assim, beba menos.

Ela pegou o casaco e a bolsa de Rebeca e a ajudou a sair da sala privada.

— Está chovendo lá fora, vista isso primeiro, vai esfriar, a temperatura caiu nesses últimos dois dias. — Marina colocou o casaco de caxemira de Rebeca sobre os ombros dela.

Os passos dela estavam desordenados, parecia que flutuava.

— Ele não vai vir me buscar hoje? — Rebeca perguntou a Marina.

Marina demorou um instante para entender: — Quem?

— E quem mais seria? O seu mestre cuca, ué.

Marina: "..."

A chefe tinha um ótimo senso de humor.

Falando no diabo, ele aparece.

Quando Samuel entrou da rua, trazia um pouco de umidade.

O enorme lustre de cristal projetava uma luz brilhante que caía de forma oblíqua sobre ele, realçando sua postura elegante.

Ele caminhou direto até Rebeca e, naturalmente, assumiu o lugar de Marina, curvando-se para pegá-la nos braços.

Os longos cabelos de Rebeca caíram, seus fios macios envolvendo o braço dele em silêncio.

Ela inclinou a cabeça para olhá-lo.

Apenas sentiu que aquela penumbra barulhenta combinava perfeitamente com o rosto dele.

Samuel também a observava, com uma leve camada de sorriso nos olhos: — O que foi?

Rebeca não respondeu, apenas levantou a mão para traçar a linha proeminente de suas sobrancelhas.

Ele tinha a testa alta, fazendo seus olhos parecerem profundos.

Um par de olhos que faria até um cachorro se sentir amado.

— Bêbada? — Samuel sentiu o leve cheiro de álcool vindo dela.

Rebeca balançou a cabeça, negando: — Não estou bêbada. Você sabe que eu aguento bem a bebida.

Ao ouvir isso, Samuel sorriu, sem jeito: — Pelo jeito, bebeu bastante.

— Não. — Respondeu ele, sério.

— Então por que quando eu bebi achei azedo?

Samuel ficou pensando se ela estava bêbada e falando bobagem.

Aí ele ouviu Rebeca continuar: — Talvez o que esteja na minha boca é que seja azedo, você quer provar?

O pomo de adão dele apertou de novo, e ele semicerrou os olhos para ela.

Rebeca viu o reflexo de suas bochechas rosadas nas pupilas claras dele.

— Você está me seduzindo?

— E você morde a isca?

— Mordo!

Mesmo que ela não tivesse posto isca, muito menos anzol.

Ele se jogaria de bom grado na isca dela.

Ela encontrou o olhar dele.

Os olhos dele eram como redemoinhos negros que poderiam engolir alguém inteiro.

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