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Sete Anos de Espera, Um Adeus Sem Volta romance Capítulo 868

Rebeca Ribeiro só foi ver a mensagem às seis da manhã do dia seguinte.

Pelo tamanho do texto, dava para perceber o quanto Helena Castro estava frustrada na noite anterior.

Com medo de que ela continuasse na Cidade N e fosse incomodada por Filipe Cruz, Helena Castro ligou para Edivaldo Serra, pedindo um favor.

Então, quando Helena Castro acordou ao meio-dia, alguém bateu na porta do quarto.

Era Edivaldo Serra.

Ele também trouxe comida.

Ao entrar, foi tirando as marmitas e avisando a Helena Castro:

— A caloura me pediu para te escoltar até a Cidade R. O voo é às quatro da tarde. Você tem duas horas para tomar banho, comer e arrumar suas coisas.

Helena Castro correu para pegar o celular e conferir a mensagem de Rebeca Ribeiro.

Seu textão de mil palavras havia recebido apenas uma resposta curta e direta da Presidente Ribeiro:

[Vou te levar pra causar.]

Helena Castro respondeu na hora:

[Fechou!]

Rebeca Ribeiro foi buscá-la pessoalmente no aeroporto, mesmo estando muito ocupada.

Assim que entrou no carro, Helena Castro já foi perguntando:

— E aí, patroa rica, para onde você vai me levar pra causar?

— O que você quer fazer?

— Para abrir o apetite, traz logo uns dez garotos de programa. — Helena Castro falou com o tom de uma safada experiente, fazendo Rebeca Ribeiro rir.

Sua melhor amiga era assim mesmo, só tinha gogó.

Se fosse tão desapegada assim de verdade, não teria sido tão machucada por Filipe Cruz.

— Vamos comer primeiro. Olha como você emagreceu ultimamente. — Rebeca Ribeiro apertou a bochecha dela.

— Só comer não tem graça. — Helena Castro perdeu o interesse na mesma hora.

— Entendi. — Rebeca Ribeiro segurou o sorriso nos lábios e deu uma ordem a Marina Domingos, que estava no banco do carona. — Então pode cancelar a nossa reserva naquele restaurante de marombas. Ela não está interessada.

— Certo. — respondeu Marina Domingos.

— Espera, espera, espera aí! — Helena Castro cortou Marina Domingos apressadamente. — Que restaurante de marombas é esse?

Marina Domingos tomou a iniciativa de explicar:

Helena Castro virou o pescoço bruscamente para encará-la.

— Como assim? Você deu as suas escapadas escondida de mim?

— Desembucha logo!

Ela até parou de secar os marombas, pressionando Rebeca Ribeiro sem parar.

Rebeca Ribeiro se arrependeu de ter falado demais.

— Para de me sacudir, você vai me desmontar. — Só então Rebeca Ribeiro contou a Helena Castro sobre aquela noite caótica de cinco anos atrás.

— Na época, acho que colocaram alguma porcaria na minha bebida. Foi tudo muito confuso, eu nem sei quem era o cara. Depois, nem tive como ir atrás de responsabilizar ninguém. Até porque a VerdaVita nem existia ainda, e o dono daquela boate era gente graúda da sede da UniBrasil Comércio. Não dava para arrumar confusão com eles. Então, no fim das contas, eu saí no lucro com um garoto de programa de luxo.

O foco de Helena Castro passou longe de querer responsabilizar alguém. Ela perguntou a Rebeca Ribeiro com os olhos brilhando de empolgação:

— E a pegada? Ele era bom de cama?

— Foi... ok. — Ela se arrependeu de ter puxado esse assunto, respondendo de forma vaga enquanto tomava um gole de água.

— Em comparação com o Samuel? — Essa era a única base de comparação que Helena Castro tinha.

Rebeca Ribeiro se engasgou com a água. Por fim, não resistindo à insistência da amiga, deu uma resposta evasiva.

— Acho que... foi quase a mesma coisa.

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